UNIFICAR AS GREVES NA CAIXA E CORREIOS: FORTALECER A LUTA CONTRA A OFENSIVA NEOLIBERAL DO GOVERNO LULA!

LBI

A Contraf-CUT promoveu a fragmentação e derrota da campanha salarial unificada dos bancários para que uma greve não atrapalhasse a reeleição de seu candidato Lula, protegendo-o de desgaste eleitoral. A CCT, negociada com os banqueiros/governo Lula prevê um acordo bianual com um reajuste de apenas 0,6% de “aumento real”, além de 3,98% de reposição da inflação do período para 2026. A pelegada da Contraf-CUT/CTB empurrou esse acordo pífio goela abaixo dos bancários dos bancos privados, do BNB, sabotando nossa greve unificada em troca de migalhas e do cretinismo eleitoral de conveniência.

Os bancários do BB e da Caixa rejeitaram aquela proposta e passaram a sofrer ameaças sobre PLR, suspensão de direitos, prazos para assinatura do acordo. Ocorre que, apesar de tantas manobras e recursos antidemocráticos como as assembleias virtuais e atomizadas, a burocracia governista em conluio com os banqueiros e o governo amedrontou os bancários e conseguiu retirar o BB da greve com um “pirulito” de 3000,00 reais pra quem atingir a meta do banco, isolando a greve nacional da Caixa, mas não liquidá-la.

O governo Lula fez sua parte para detonar a greve: ameaçou os bancários da Caixa com ultimatos, retirada de direitos, suspensão de pagamentos de benefícios e reajustes como VR/VA, limitar o Saúde Caixa a 60 dias. No entanto, essa chantagem provocou mais indignação dos bancários e reforçou a greve. E a Contraf reforçou as ameaças da Caixa, fazendo uma defesa desavergonhada para acabar com a greve quando, a presidenta do Sindicato dos Bancários de SP e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, afirma que “… precisamos trazer para os colegas o que implica rejeitar esta proposta e também o ACT. Sabemos que tem muita insatisfação, principalmente sobre o Saúde Caixa, um dos pontos mais discutidos durante toda a campanha. Tentamos de todas as formas separar o Saúde Caixa do ACT, mas a Caixa se negou, o que acaba por deixar nosso acordo em risco.” 

Tudo inútil frente à disposição de luta dos companheiros da Caixa que é um exemplo de resistência aos ataques ao plano Saúde Caixa e as condições de trabalho, promovidos por Carlos Vieira, presidente da CEF, indicado pela direita golpista de Arthur Lira e nomeado pelo governo neoliberal de Lula. Os bancários da Caixa estão em greve desde o dia 10/9 e se torna mais forte a cada novo ataque, principalmente, quando a questão é a defesa do plano Saúde Caixa, passando por cima, inclusive, de suas direções sindicais pelegas que orientaram aceitar o acordo

Não por acaso, os Correios, cujo patrão também é o governo neoliberal de Lula, estão em greve nacional contra a privatização e esses ataques generalizados às conquistas e direitos dos trabalhadores nas estatais. Tudo isso combinado com fechamento de agências, PDV”s, retirada de conquistas fazem parte do plano de sucateamento da empresa para prepará-la para a privatização.

Por isso, é fundamental romper com a política de conciliação de classes das direções sindicais governistas, completamente acovardadas, cooptadas e domesticadas pelo cretinismo eleitoral. Precisamos exigir a unificação das greves pela base, com métodos de ação direta para forjar uma grande vitória da classe trabalhadora contra seus algozes seja de direita ou de esquerda e, desse modo, construir uma nova alternativa de direção classista que esteja à altura da combatividade das massas.