HÁ VINTE E CINCO ANOS DO “11 DE SETEMBRO”: A LBI FOI A ÚNICA ORGANIZAÇÃO MARXISTA NO PLANETA QUE NÃO CONDENOU A AÇÃO DA RESISTÊNCIA ISLÂMICA 

LBI

Há vinte e cinco anos, em 11 de setembro de 2001, ocorreram os ataques às Torres Gêmeas, que causaram cerca de 3.000 mortes em Nova York e no Pentágono. O consórcio da mídia corporativa e o conjunto da exquerda reformista, no mundo inteiro, condenou à ação da Resistência Islâmica contra o “coração” do imperialismo ianque.

Mas também há vinte e cinco anos começou a chamada “guerra ao terror”, que causou 4,5 milhões de mortes convenientemente esquecidas porque as vítimas não viviam em Nova York. Mais de 38 milhões de pessoas se tornaram refugiadas porque seus países de origem foram bombardeados, tanto por Republicanos como por Democratas, e seus meios de subsistência econômicos devastados. Não há memoriais para elas, nem funerais!

A “guerra ao terror” começou com a invasão do Afeganistão, seguida por outras operações militares dos EUA contra o Iraque, a Líbia, a Somália, o Sudão, o Iêmen e a Síria. Esses países foram devastados, e Israel abriu mais sete frentes em Gaza, na Cisjordânia, no Líbano e, novamente, no Iêmen, na Síria, no Iraque e no Irã, tudo em nome do fim do “terrorismo”…

Em 25 anos, as maiores forças armadas do mundo não conseguiram acabar com o “terrorismo”. O projeto “O Custo da Guerra”, da Universidade Brown, em Rhode Island, vem documentando as consequências dessas guerras. 

Na guerra dos EUA contra o “terrorismo” no Iêmen, 12.690 civis morreram nos primeiros 20 anos. Desde 7 de outubro de 2023, os Estados Unidos gastaram US$ 5 bilhões em guerras contra os houthis no Iêmen, no Irã e em toda a região do Golfo Pérsico. Uma das consequências “contínuas e duradouras” dos ataques dos EUA contra civis é a destruição dos meios de subsistência. Fazendas, lojas, fábricas, oficinas e pequenas empresas foram danificadas ou destruídas. A destruição total ou parcial da infraestrutura civil agrava a já difícil situação da população.

“Esta será a única guerra do século XXI”, declarou Bush ao Congresso Norte-Americano. “Começaremos com a Al-Qaeda, mas a guerra não terminará”, prometeu o carniceiro Republicano. O governo genocida de Trump continua a usar o pretexto da “guerra ao terror” para justificar ataques aéreos o Irã e também contra navios no Caribe e no Pacífico Oriental, bem como o sequestro do presidente Maduro, operações militares que custaram mais de US$ 4,7 bilhões somente no ano passado.

A Liga Bolchevique Internacionalista, então com apenas pouco mais de cinco anos de existência, soube se delimitar com o conjunto da exquerda reformista e também dos revisionistas do Trotskysmo, que em uníssono saíram para prestar solidariedade com os EUA em repúdio aos “terroristas islâmicos”. Fomos a única organização marxista que não condenou à espetacular ação da Resistência Fundamentalista Islâmica contra o “monstro” do imperialismo norte-americano.