Apesar da nova escalada militar e da recente troca de ataques entre os Estados Unidos e o regime nacionalista burguês do Irã, Washington parece estar dando continuidade aos seus esforços para encontrar uma solução comercial para a crise. Logicamente seguindo uma “oportunidade de mercado”, os recentes bombardeios do imperialismo ianque contra a nação persa fizeram disparar novamente o preço do óleo cru no mercado bursátil internacional. Por sua vez, também para a burguesia persa não deixa de ser um “bom negócio” a elevação da comoditie mineral que é o carro chefe de sua economia capitalista, desde que é claro esses últimos ataques não ultrapassem o “limite do aceitável” no cenário da guerra.
Especialistas do mercado acionário norte-americano acreditam que nenhum dos lados está preparado para retomar realmente uma guerra em grande escala, tornando as negociações diplomáticas a opção política e econômica mais viável.
Na última quinta-feira, a agência Reuters noticiou, citando um dirigente norte-americano, que “as negociações técnicas continuam”, apesar dos recentes ataques aéreos. O próprio presidente Donald Trump confirmou indiretamente essa informação nesta sexta-feira: “A República Islâmica do Irã nos pediu para continuarmos as ‘negociações’. Concordamos em fazê-lo, mas os EUA deixaram inequivocamente claro para eles que o cessar-fogo acabou”, escreveu o genocida em sua rede “Truth Social”.
Também a imprensa corporativa iraniana(privada) vem noticiando divergências entre a cúpula do regime dos Aiatolás (especificamente a Guarda Revolucionária Islâmica) e setores da burguesia iraniana acerca da condução do conflito militar com a Casa Branca. Como Marxistas Leninistas sabemos muito bem que o caráter de classe do Estado Iraniano, não tem traços sociais do proletariado e corresponde inteiramente aos interesses da classe dominante persa. Essa caracterização científica, por mais necessária que seja afirmada, não altera em nada a posição dos Revolucionários nesta guerra, ou seja, estamos na trincheira militar do regime nacionalista burguês para derrotar os EUA e Israel.
