O fanfarrão presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (08/07), durante a cúpula da OTAN em Ancara, na Turquia, que considera “acabado” o memorando de entendimento assinado com o Irã para encerrar a guerra iniciada por Washington e Israel em fevereiro em mais uma “bravata midiática”. A declaração foi feita horas depois de uma nova rodada de bombardeios norte-americanos contra instalações iranianas no sul do país. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), mais de 80 alvos iranianos foram atingidos em uma operação apresentada como resposta aos ataques contra embarcações comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz. O petróleo Brent subiu mais de 5% durante o dia e chegou a US$78,48 por barril, registrando a maior alta diária desde maio. Mais tarde, porém, durante a coletiva no fim da cúpula, Trump afirmou que a guerra contra o Irã não recomeçaria: “Não acho que vá começar de novo. Acho que vai passar muito rápido. Eles atingiram alguns navios, e então nós os atingimos com muito mais força. Qualquer coisa que aconteça vai acabar muito rápido. E só vai tornar as coisas mais seguras, inclusive para o petróleo”. Essa guerra de “bravatas midiáticas” alimenta a especulação financeira mundial, onde os “fundos de investimentos” rentistas globais abutres ganham milhões de dólares em cada fala de Trump que não corresponde necessariamente a seu desdobramento no terreno militar. Trata-se mais de um jogo econômico das grandes corporações e bancos do que propriamente o retorno do enfrentamento militar! Nesse cenário é preciso se colocar integralmente no campo militar do Irã contra o imperialismo ianque independente das palhaçadas de Trump que provocou o Regime nacionalista burguês dos Aiatolás chamando seus membros de “escória”!
A ofensiva representa a mais grave escalada desde a assinatura do memorando de entendimento firmado em 17 de junho por Washington e Teerã. A escalada teve impacto imediato nos mercados internacionais. Ao afirmar que considera o entendimento encerrado, Trump colocou em dúvida a continuidade de todo o processo diplomático iniciado após o cessar-fogo. Embora negociadores dos dois países ainda mantenham contatos indiretos, a retomada dos bombardeios e a ameaça de novos ataques ampliaram as incertezas sobre a possibilidade de um acordo definitivo. Segundo o CENTCOM, os ataques atingiram sistemas de defesa aérea, radares, centros de comando, instalações de vigilância costeira, lançadores de drones e embarcações da Guarda Revolucionária nas proximidades do Estreito de Ormuz.
Autoridades iranianas também relataram explosões em Bandar Abbas, Qeshm, Sirik e em áreas da província de Bushehr, no sul do país. Fontes norte-americanas afirmaram ainda que a ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, foi alvo da operação.
Ao comentar os ataques, Trump adotou um tom mais agressivo contra Teerã. Questionado sobre o futuro das negociações, afirmou que considera o entendimento encerrado. “Para mim, acabou. Não quero negociar com eles”, declarou. Em seguida, chamou os dirigentes iranianos de “escória” e afirmou que conversar com o país é “uma perda de tempo”. Horas depois, voltou a ameaçar novas ações militares. “Vou fazer um pequeno aviso: vamos atingi-los com força esta noite”, disse a jornalistas durante a cúpula da Otan.
O movimento refletiu os temores de uma interrupção mais ampla da navegação pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo e gás. Dados de navegação indicaram que ao menos quatro navios petroleiros e gaseiros desistiram de cruzar a região após os incidentes registrados nas últimas horas.
O governo iraniano reagiu acusando Washington de violar o memorando de entendimento assinado em junho. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que os bombardeios, a retomada das restrições ao petróleo iraniano e as ações militares dos Estados Unidos configuram uma ruptura dos compromissos assumidos no acordo.
Em comunicado, o ministério das Relações Exteriores declarou que os ataques norte-americanos tornaram inoperantes elementos centrais do entendimento e advertiu que o Irã responderá a qualquer agressão contra sua soberania.
A resposta iraniana ocorreu poucas horas após os bombardeios norte-americanos. A Guarda Revolucionária anunciou o lançamento de uma operação com mísseis e drones contra instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait, classificando a ação como uma resposta direta aos ataques realizados contra o território iraniano.
Segundo Teerã, a operação atingiu 85 alvos militares, incluindo instalações ligadas à Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein e a base aérea Ali Al Salem, no Kuwait. A Guarda Revolucionária também afirmou ter derrubado um drone norte-americano MQ-9 durante a operação.
As autoridades do Bahrein e do Kuwait confirmaram o acionamento de sirenes de alerta e a ativação dos sistemas de defesa aérea. O governo kuwaitiano afirmou que mísseis e drones foram interceptados antes de atingir seus alvos, enquanto o Exército do Bahrein declarou ter frustrado os ataques contra seu território.
Em comunicado divulgado pela televisão estatal iraniana, as Forças Armadas advertiram que novas violações do cessar-fogo poderão transformar todas as bases militares norte-americanas na região em “alvos legítimos”. A declaração afirma que os Estados Unidos violaram repetidamente os termos do acordo firmado em junho e responsabiliza Washington pela nova escalada.
A troca de ataques elevou novamente o risco de ampliação do conflito para além do território iraniano. Além das bases no Bahrein e no Kuwait, os Estados Unidos mantêm importantes instalações militares no Catar, nos Emirados Árabes Unidos, no Iraque e na Síria, todas dentro do alcance dos sistemas de mísseis e drones iranianos.I
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) confirmou na quarta-feira que as forças navais e aeroespaciais iranianas destruíram 85 alvos militares importantes dos EUA no Oriente Médio. “O regime agressivo dos EUA , cujas dimensões de fracasso estão se tornando cada vez mais evidentes […] repete mais uma vez seu costume de violar tratados […] viola abertamente o cessar-fogo e desrespeita o acordo de Islamabad , nas primeiras horas desta manhã “, diz o comunicado .
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) detalhou que, por meio de uma operação conjunta com mísseis e drones, alvos militares dos EUA foram destruídos no porto de Mina Salman, na capital do Bahrein , que abriga a Quinta Frota da Marinha dos EUA, e na base aérea de Ali Al Salem, no Kuwait , usada pelos EUA em conjunto com a Força Aérea do Kuwait, além de abater um drone MQ9 que pretendia interferir na operação.
As Forças Armadas dos EUA realizaram uma série de bombardeios contra o Irã na terça-feira com o objetivo de “impor” “altos custos” à República Islâmica por supostamente atacar navios mercantes que transitavam pelo Estreito de Ormuz. “As forças do Comando Central dos EUA (Centcom) iniciaram uma série de ataques poderosos contra o Irã para impor pesados custos por atacar e alvejar navios mercantes tripulados por civis inocentes em uma via navegável internacional”, disse à agência em suas redes sociais. Entretanto, a mídia iraniana noticiou explosões nas cidades portuárias de Sirik e Bandar Abbas, bem como nas ilhas de Qeshm e Jarg , onde se localiza a principal infraestrutura petrolífera iraniana e de onde são gerenciados 90% do total das exportações de petróleo bruto do país.
Por sua vez, o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabad, afirmou que Teerã tomará medidas “decisivas” para salvaguardar sua segurança. “Ao mesmo tempo em que emitiu um sério alerta sobre as consequências do descumprimento do acordo por parte dos Estados Unidos, o Irã tomará medidas decisivas para salvaguardar seus interesses e segurança nacionais”, afirmou.
Como vemos a guerra no Irã virou um “Big Business” porque as grandes corporações e fundos abutres rentistas como o Black Rock que têm “ativos” na região agora buscam gerar mais lucros para o grande capital a partir da exploração das reservas petrolíferas e das obras de infraestrutura na nação persa.
Os Marxistas Leninistas da LBI, desde nossas modestas forças políticas no Brasil, convocam a classe operária mundial a cerrar fileiras no apoio militar incondicional ao regime nacionalista burguês dos Aiatolás.
