PRESIDENTE SANTIAGO PEÑA RENUNCIA COM O ESCÂNDALO DO “MASTER PARAGUAIO”: ENQUANTO NO BRASIL LULA É REELEITO E XANDÃO VAI CURTIR TRANQUILAMENTE SEUS MILHÕES…

LBI

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, apresentou sua renúncia neste dia 5 de novembro, em meio à crise decorrente da insolvência e posterior intervenção no Ueno Bank, e aos pedidos de impeachment. A falência do Ueno Bank impacta principalmente os trabalhadores, uma vez que, durante o mandato de Peña, a instituição financeira captou bilhões de dólares em recursos da previdência social, após alterações nos critérios de investimento do Instituto de Previdência Social. Enquanto o escândalo do “Master paraguaio” forçou o presidente da república do país vizinho a renunciar, no Brasil o caso financeiro similar não afetou a reeleição do corrupto Lula, e o que é  ainda pior, não interferiu em nada na fortuna do bandido togado,  Alexandre de Moraes, que vai curtir os milhões da propina que recebeu do banqueiro Vorcaro tranquilamente…

Santiago Peña, um ex-ministro da Fazenda que assumiu a presidência do Paraguai em 2023, com mandato até 2028, possuía ações de um grupo econômico que controlava o banco Ueno,  das quais se desfez em 2025. Após a intervenção federal no Ueno Bank, Peña exigiu a renúncia do presidente do Banco Central. Mas não foi o suficiente para estancar a crise. Na última quarta-feira, deputados da oposição reuniram as assinaturas necessárias para apresentar uma acusação contra Peña por conflito de interesses. Os parlamentares o acusaram de ter favorecido o banco por meio de decisões regulatórias e do depósito de fundos previdenciários.

As duas Casas Parlamentares paraguaias reuniram-se em sessão plenária extraordinária às 16h desta quinta-feira para decidir se aceitam a renúncia ou se a rejeitam, dando prosseguimento ao processo de impeachment. Milhares de pessoas também acompanharam a sessão na Praça do Congresso, no centro da capital Assunção. O que está em jogo é a imunidade parlamentar de Peña, ou seja se vai sair “ileso” da falcatrua bilionária, como Lula e Moraes no Brasil com o caso Master, ou será condenado pela justiça burguesa de seu país.