O senador Paulo Paim (PT-RS), histórico líder sindical metalúrgico, é o defensor da PEC 148/2015, que propõe a redução imediata da jornada de trabalho para 36 horas semanais, sem redução salarial. Essa é a verdadeira bandeira de luta da classe trabalhadora, que em seu conjunto de categorias considera insuficiente a alteração realizada pelo Congresso Nacional, ratificada nesta quarta-feira(14/10) pelo Senado Federal, impondo uma redução gradual em 14 meses de apenas 4 horas semanais na carga de trabalho do proletariado brasileiro.
Ainda que seja uma pequena vitória do movimento sindical, arrancada com um acúmulo de décadas de combate, os bancários, por exemplo, já conquistaram uma jornada de 30 horas semanais e muitos setores da produção também já conseguiram trabalhar somente as 36 horas semanais, falta muito para afirmar que a classe trabalhadora terá condições de desfrutar mais lazer e diversão com seus familiares e amigos. É preciso refutar a demagogia barata da exquerda reformista que diz que agora a “classe operária vai ao paraíso”.
Portanto apresentar a aprovação da proposta neopetista no Congresso Nacional como uma “grande vitória” de Lula, não passa de mais um embuste eleitoral da Frente Popular, traindo a reivindicação histórica da classe trabalhadora que reivindicava a jornada de 36 horas semanais “para ontem”!
