Os agrupamentos da exquerda revisionista, PSTU, MRT, CST, OCI e etcetera, aderiram de malas e bagagens a campanha pela manutenção por mais 4 anos do atual governo burguês da Frente Ampla, com a justificativa cretina de que “votar criticamente no Lula” significa potencializar o combate ao imperialismo ianque. É absolutamente falsa ao quadrado esta desculpa esfarrapada dessas correntes que tentam camuflar sua vergonhosa capitulação à Frente Popular de colaboração de classes. Em primeiro lugar é preciso repetir até a exaustão que Lula em seu terceiro mandato escancarou as portas do Brasil para beneficiar as grandes corporações financeiras do imperialismo global. A “lenda” vendida pela exquerda na qual o atual gerente da Casa Branca estaria interferindo nas eleições brasileiras em favor de Flávio Bolsonaro beira o ridículo, já que é público e notório que todos os mecanismos( legais e clandestinos) dos EUA em nosso país estão com Lula até o pescoço, a começar pela Rede Globo. Segundo lugar, a suposta “guerra comercial” que teria levado a um conflito entre Lula e Trump nunca existiu de fato, nem no campo econômico e muito menos no político. Em terceiro e definitivo lugar, Lula foi o presidente mais subserviente ao imperialismo ianque dos últimos cem anos, o único da nossa história republicana a declarar apoio explícito a um candidato Democrata à Casa Branca. Nem mesmo os gorilas militares ou o tucano privatista, passando até pelo famigerado Collor, foram tão longe como Lula em afirmar que “pretende manter a relação sólida entre Brasil e Estados Unidos”. Para o lulopetismo o “imperialismo democrático” é benéfico aos interesses nacionais, um escárnio até para qualquer nacionalista consequente.

Desgraçadamente a exquerda revisionista, ou melhor os lulopetistas de “segunda linha” estão conduzindo o movimento operário ao cadafalso pró- imperialista, com o pretexto de “acompanhar as massas”. Como estes charlatães do trotskismo pretendem combater Trump se o atual governo petista neoliberal é seu súdito econômico em todas as áreas do país, ou já esqueceram de quem está entregando as “Terras Raras” de Goiás(Serra Verde)para uma mineradora norteamericana (Rare Earth)? Será que estes embusteiros revisionistas não se lembram que foi Lula que privatizou grande parte a Petrobrás, vendendo o maior lote de ações ordinárias e preferenciais de toda história da maior estatal brasileira? Que tipo de amnésia política estão sofrendo o PSTU e o MRT para afirmar que votando “criticamente” em Lula estariam “lutando” contra o imperialismo? Não existe combate anti-imperialista algum em apoiar este engodo eleitoral capitalista, que reúne o grosso da burguesia nacional “vira lata”, sócia minoritária e subalterna da Governança Global do Capital Financeiro.
Quem realmente acredita que depois de dois anos do governo Trump, Lula em algum momento se contrapôs seriamente ao genocida do povo palestino? A resposta só tem uma alternativa: A exquerda revisionista! Lula teve algumas oportunidades de encontrar pessoalmente o carniceiro Republicano, mas o que assistimos foi um verdadeiro “show do imperializado”, por parte do líder petista. Porém agora nas vésperas da eleição brasileira, mesmo sem tomar nenhuma medida efetiva contra os EUA, muito pelo contrário, Lula começou a “murmurar” inocuamente contra Trump, nada mais do que a velha demagogia eleitoreira. Isso já foi o bastante para o “time” dos lulistas de “segunda linha” anunciar que apoiar o quarto mandato do pelego colonizado poderia ser uma alavanca para o combate anti-imperialista das massas.
É absolutamente correto asseverar que o clã Bolsonaro é uma escória de cadelinhas fascistas, sempre dispostos a bater continência diante da bandeira do imperialismo ianque. Entretanto se Lula não chega ao asqueroso ridículo de beijar o estandarte dos EUA, não fica por menos na essência pró-imperialista, ao oferecer apoio aos globalistas do Partido Democrata, os mesmos que destruíram a Líbia, Síria Líbano e organizaram o golpe militar de 1964 no Brasil. São esses “Democratas” imperialistas que Lula diz prestar apoio político e depositar sua confiança integral. Será mesmo um “avanço” na consciência do proletariado brasileiro disseminar a ideia de que existe um “imperialismo mau” com Trump, e um “imperialismo bom” com Lyndon Johnson, Obama e Biden?
Os Marxistas Leninistas da LBI não cederão ao amálgama ideológico dó lulopetista, uma espécie de Social Democracia latino-americana, um apêndice direto do imperialismo global, seja norte-americano ou europeu. Por outro lado, os Morenistas “puro sangue” do PSTU ou seus “descendentes” do MRT, mostram o que realmente são: Uma mancha apodrecida na bandeira do programa da IV Internacional, que declarou sua guerra implacável aos governos burgueses da Frente Popular!
