VALÉRIO ARCARY E SEU GRUPO CORROMPIDO “ALERTA” À FAMÍLIA MORENISTA QUE É “HORA” DE VOTAR EM LULA: CAMPANHA ELEITORAL DO PSTU JÁ É LINHA AUXILIAR DA FRENTE AMPLA!

LBI

O PSTU lançou o artigo “Quem perdeu a hora, nunca vai fazer acontecer” (Opinião Socialista, 29/09) em que analisa o texto “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer” do “Esquerda Online, órgão de imprensa do Semear, corrente interna do PSOL, que publicou um artigo de Mauro Puerro defendendo que PSTU, UP, PCB e PCO retirem suas candidaturas e apoiem Lula já no primeiro turno”. O representante do grupo corrompido de Valério Arcary (PSOL) afirma: “A Frente Eleitoral encabeçada por Lula se enfrenta com uma ultra direita neofascista que pode ganhar as eleições” e a partir disso, conclui que, “por mais críticas que se possa ter ao governo Lula, igualá-lo à variante fascista é um erro grave”. Segundo o PSTU, “o artigo parte da premissa equivocada de que quem não vota em Lula no primeiro turno estaria ‘esperando o fascismo acontecer’. Mas como, exatamente, o voto em Hertz Dias ajudaria Bolsonaro?”… A LBI responde, óbvio que não, o voto em Herzt não ajuda Flávio Bolsonaro e sim ao próprio Lula! O PSTU irá chamar o voto em Lula no segundo turno e sua campanha eleitoral já é uma linha auxiliar da candidatura burguesa da Frente Ampla, aconselhando-o a adotar um programa mais “à esquerda”… como fazem também UP, PCB e PCO! A diferença é apenas da “hora” exata em que PSTU fará o anúncio oficial do apoio ao petista neoliberal depois do 04 de Outubro, porém ambos os agrupamentos revisionistas com toda certeza estarão juntos no 2º turno integrando de uma forma ou de outra a Frente Ampla burguesa em nome de “derrotar nas urnas” a direita institucional! Não esqueçamos que o PSTU já adotou essa orientação frente populista nas duas eleições presidenciais passadas!

Em tom de radicalidade, o PSTU afirma na polêmica com os degenerados oportunistas do Semear: “O voto em Hertz é um voto em um programa revolucionário e socialista apresentado abertamente durante toda a campanha. É também um voto em uma candidatura que se posiciona na oposição de esquerda ao governo Lula e na linha de frente da luta contra o bolsonarismo”. O posicionamento do conjunto da “oposição de esquerda” nestas eleições é justamente ser conselheiro de Lula desde posições formais de falsa independência política! 

A tal “linha de frente” de combate eleitoral ao Bolsonarismo deságua no voto na candidatura da Frente Ampla no segundo turno.. Esse “detalhe” o PSTU não explica conveniente neste momento!

Não esqueçamos que logo depois da consumação do golpe institucional de Temer e do STF contra Dilma em 2016 (apoiado pelo PSTU), os Morenistas passaram a defender o voto na candidatura do monetarista neoliberal Fernando Haddad no segundo turno das eleições presidenciais em 2018. É preciso recordar que no artigo “O fascismo e o Brasil” (15.05.2018), o PSTU declarava: “Quem afirma que existe um movimento fascista com algum peso na realidade brasileira e é consciente da inverdade que propaga, alberga outros objetivos. Sendo o fascismo a forma mais selvagem e abominável da contrarrevolução, e diante de uma ameaça tão grave, querem justificar sua adesão à Frente Ampla chamada pelo PT. Mas se tal perigo existisse de fato, não o combateríamos com a adesão a um dos blocos burgueses que disputam o controle do Estado”. O PSTU, que negava até ontem o avanço das tendências fascistas no Brasil e denunciava a pressão para apoiar o PT em nome desse “fantasma” acabou apregoando que pelo voto no PT e integrando uma frente “democrática” vamos impedir uma ditadura militar no Brasil!

Mais recentemente, Eduardo Almeida afirmava: “O PSTU defende a mais ampla unidade de ação pela derrubada do governo Bolsonaro, já. E defenderemos, nas eleições de 2022, uma alternativa socialista, independente de todos os setores da burguesia. Nossa proposta é categoricamente distinta dessa ‘frente ampla’ do PT, PSOL e partidos da burguesia que está sendo montada”. Ele só não dizia que essa linha deve ser adotada somente até o 1º turno!

Se no 1º turno chamavam a “Derrotar o inominável, sim! Mas escolher mal menor, não!” (21.09.2022), fingindo principismo e ortodoxia, portanto rechaçando o voto em Lula, dias depois os mesmos camaleões revisionistas afirmavam justamente o contrário do que declaravam há poucos dias: “No 2º turno, quando não podemos apresentar uma candidatura independente, defendemos o voto crítico em Lula para derrotar Bolsonaro nas eleições.” (06.10.2022).

O final do atual artigo da “hora” que deve votar no Lula o PSTU declara “Se é hora de fazer alguma coisa, é do Semear, o PSOL e as demais organizações que se reivindicam socialistas, revolucionárias e de esquerda romperem com o governo Lula e com seu projeto de conciliação de classes. É hora de ajudarem a construir uma alternativa estratégica, socialista e revolucionária para o Brasil. Ou então, já saberemos qual será o discurso numa próxima eleição, caso tenha, ‘vote e apoie algum mal menor da vez”, enquanto isso seguem alimentando as condições de desenvolvimento do mal maior”. 

Vamos aguardar a “hora” do PSTU, após o 04 de Outubro, anunciar o “mal menor da vez” (já foi Haddad em 2018, depois Lula no ano de 2022 e agora será novamente o pelego neoliberal petista…), sempre alimentando as condições de desenvolvimento do “mal maior”, ou seja, a desmoralização da vanguarda lutadora e do povo que embota a consciência de classe e abre espaço para o crescimento da direita institucional.