OPERAÇÃO BARBAROSSA II: MAS NÃO É A DIREITISTA AFD QUE PREPARA UMA NOVA INVASÃO A RÚSSIA E SIM O “CIVILIZATÓRIO” MERZ 

LBI

Há cerca de menos de um mês, a vitória eleitoral da organização direitista AfD em um estado alemão gerou um verdadeiro “maremoto” de teses da exquerda reformista sobre um possível retorno do nazismo no país e no mundo. Entretanto essa “aterrorizada” exquerda Social Democrata não escreveu uma linha sobre a ofensiva militar da OTAN sobre a Rússia e tampouco da ameaça concreta de uma nova Guerra Mundial provocada pelo imperialismo europeu. 

A Alemanha está enviando um grande contingente de tropas para o flanco leste da OTAN. Até o final do próximo ano, o país terá 4.800 soldados estacionados permanentemente na fronteira da Lituânia com a Rússia. O Ministro da Defesa do governo Otanista de Friedrich Merz, Boris Pistorius, ordenou que as primeiras missões militares obrigatórias comecem no final deste mês, segundo a mídia corporativa alemã.

O governo “democrático” de Berlim se comprometeu a fortalecer as defesas bélicas da OTAN na região do Báltico. No entanto, o recrutamento para a brigada militar está muito aquém da demanda: apenas 60% das vagas foram preenchidas por 

A Bundeswehr passou meses tentando persuadir as tropas a se voluntariarem para a transferência, inclusive por meio de campanhas publicitárias e viagens de familiarização à Lituânia para soldados e suas esposas. O aumento das tropas da OTAN ocorre em meio a crescentes tensões na fronteira leste, com a Lituânia entre os membros bálticos da aliança mais próximos da Rússia.

Alguns aliados “menores” da Alemanha aconselharam em privado o chanceler Merz a não atacar Moscou, temendo que isso tivesse um efeito contrário. Apesar deste alerta, o governo de Berlim atribuiu a responsabilidade política da escalada de tensões ao Kremlin para justificar a histeria e o rearme militar do imperialismo germânico.