COMO ELE PRÓPRIO AFIRMOU QUE NÃO É DE ESQUERDA: CASO MASTER COMPROVOU QUE LULOPETISMO É TÃO CORRUPTO QUANTO O BOLSONARISMO…

LBI

Não seria nenhum exagero afirmar que a “corte palaciana” do presidente Lula está bem mais envolvida no atoleiro bilionário do Banco Master do que os próprios bolsonaristas e seu círculo do “Centrão”, incluindo neste bojo corrupto o então Governador de Brasília, Ibaneis Rocha e seu estafeta bandido do BRB. Tanto que por decisão do ministro Bolsonarista André Mendonça (STF), tendo base as investigações da PF, revelou-se detalhes das negociatas milionárias do Senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado como parte de um esquema bilionário de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master, aponta que o parlamentar teria recebido uma série de vantagens em troca de atuação política no Congresso Nacional como um apartamento e R$ 3,5 milhões. Nomes lulopetistas como Rui Costa e Jaques Wagner estão associados a negócios bem mais pesados ligados ao governo da Bahia. Guido Mantega e Lewandovsky aparecem como “recebedores de mesadas” por serviço prestados. Se somarmos a esta lista de “felizardos” figuras como Toffoli, sócio de Vorcaro em empreendimentos hoteleiros, ou Alexandre Moraes fornecedor de garantias jurídicas para o Master, veremos porque Lula, o chefe da quadrilha toda está se “cagando de medo”… Como diz o verso popular “Se gritar pega ladrão, não sobra um meu irmão”, porque o Lulopetismo é tão corrupto quando o Bolsonarismo!

O esforço do entorno político lulopetista para abafar o escândalo do Master, não consegue sequer disfarçar o temor de vir a tona mais nomes ligados ao Planalto, desde a área do STF, passando pela equipe econômica de Haddad, até chegar a comprometer o próprio presidente da república. Não há menor dúvida sobre a veracidade das ligações financeiras do clã Bolsonaro com a lavagem de dinheiro do Banco Master, através do “laranja” Vorcaro.

Agora cabe uma pergunta bem simplória, porque a famiglia Marinho não tinha até então dado nenhum destaque as ligações dos petista Jaques Wagner e Guido Mantega com o mesmo Vorcaro? O ex-Ministro Mantega, figura muito próxima de Lula, chegou a ser um assessor formal na empresa do banqueiro preso. E sobre os vínculos econômicos do governador petista da Bahia e do senador Jaques Wagner, porque não tiveram o mesmo destaque na Rede Globo?

As relações íntimas e as negociatas nebulosas entre Vorcaro, Flavio Bolsonaro e seu clã direitista, Lula, Jaques, Rui, Guido Mantega…, ou seja, as tratativas bilionárias do rentismo com os representantes da direita bolsonarista e da exquerda lulopetista provam que todos fazem parte da “grande famiglia” burguesa, uma organização criminosa da classe dominante que no interior do Estado capitalista opera em defesa dos interesses do grande capital, independente do gerente de plantão, seja Lula ou Bolsonaro!

Todos os envolvidos no grande esquema de corrupção estatal burguês são inimigos imediatos e históricos dos trabalhadores que devem ser derrotados nas ruas, lutas diretas de nossa classe e nas urnas, inclusive com o boicote ativo ao circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos!

Não por acaso, o velho pelego traidor Lula da Silva declarou em uma conversa vazada, nunca ter sido “esquerdista”. A declaração ocorreu durante conversa informal com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, durante o encontro do G7 na França. Na fala, captada pela transmissão oficial do evento, Lula diz: “Eu nunca fui esquerdista, eu era um dirigente sindical, que tinha uma belíssima relação com o sindicalismo alemão, muito forte. Uma relação boa com o sindicalismo italiano e uma relação boa com a UGT [União Geral dos Trabalhadores] da Espanha”. Lula integrou pela primeira vez a diretoria do sindicato dos metalúrgicos do ABC, em 1972, pelas mãos de um pelego interventor nomeado pela ditadura, o presidente da entidade Paulo Vidal. Posteriormente quando Lula assume a presidência do sindicato dos metalúrgicos em uma gestão de continuidade, não aceita a presença das correntes que ele considerava “comunistas radicais” (como a CS e OSI) no interior das assembleias e plenárias da categoria. Somente quando “explode” uma dinâmica política superior dos metalúrgicos, na primeira greve de 1978, Lula flexiona politicamente à esquerda passando a criticar o que classificou de “autoritarismo militar” vigente no Brasil.

A própria ideia de formação do PT, no final de 1979, partiu de uma reunião entre Lula e o então chefe da Casa Civil, o ministro Golbery do Couto e Silva. O objetivo político do artífice da “Abertura” lenta e gradual do regime militar era organizar um grande partido trabalhista de “esquerda” no país, sem nenhum vínculo com o movimento comunista internacional, para de uma “tacada” só debilitar o velho trabalhismo nacionalista de Brizola e a tradicional oposição democrático burguesa (MDB).

PT há muito tempo deixou de concentrar alguma característica política ou programática da esquerda operária, configura-se atualmente como uma organização democrática da esquerda burguesa com forte influência sobre o movimento social de conjunto. Lula é a expressão maior desta configuração partidária do PT, continua sendo a maior liderança do movimento de massa no país, ao mesmo tempo que representa os interesses econômicos do grande capital e do rentismo. O BNDES, sob o controle do governo petista, fomentou diversos inclusive o agronegócio, estas “holdings” têm retribuído com bastante “generosidade” a várias personalidades do PT, direta ou indiretamente… O PT tem fortes vínculos com os bancos e as grandes corporações, apenas de controlar os sindicatos burocratizados, tornando-os instrumentos de colaboração de classes.

Mesmo com todos estes elementos “contraditórios”, Lula e o PT não perderam sua capacidade de liderança política da exquerda brasileira, na verdade o partido é a síntese de uma esquerda “aburguesada” que vem se deslocando cada vez mais da relação com a vanguarda mais consciente e classista do movimento dos trabalhadores. Neste sentido o intenso desgaste do PT no interior dos setores “medianos” da população é um elemento muito bem aproveitado pelas forças reacionárias e conservadoras, como o Bolsonarismo.

Lula encobre que os interesses sociais imediatos e históricos entre o proletariado e capitalistas são irreconciliáveis como nos explicou Marx, uma tese revolucionária que a exquerda reformista e até grupos que se dizem trotskistas satélites do PT tentam esconder com todo o malabarismo político, lançado em nome da necessidade de “derrotar a direita” nas urnas.

Aqui não se trata de uma questão de “lealdade ou traição”, o “DNA” político do PT nada tem a ver com a classe operária, da qual é a grande referência e que também controla a quase totalidade de suas entidades. Porém entre ser a grande referência político/eleitoral e pertencer organicamente a classe operária, tem uma diferença brutal que diz respeito a escolhas de estratégia e não simplesmente a conjuntura momentânea. O PT é um dos partidos do capital, sua existência política está a serviço de administrar seu Estado, tentando impulsionar sua agenda de neodesenvolvimento econômico, quando a situação do mercado mundial permita este tipo de gestão “progressista”.

Ainda que não tenha surgido no Brasil uma alternativa revolucionária de massas a direção política do PT e Lula, é necessário organizar molecularmente uma via de independência de classe resgatando para o proletariado os valores da moral operária e seu programa genuinamente comunista. A esquerda Marxista e Revolucionária deve resgatar para as novas gerações da militância Leninista o papel histórico nefasto que Lula “jogou” na luta de classes no Brasil!