Durante seu encontro com o líder norte-coreano Kim Jong-un, em Pyongyang na Coréia do Norte, o presidente chinês Xi Jinping expressou seu apoio ao “regime socialista Juche”, porém se recusou a firmar o pacto de cooperação militar, no mesmo formato que foi celebrado entre a Rússia e o Estado Operário. Xi garantiu que “os laços bilaterais não mudariam mesmo que a situação internacional se alterasse”, entretanto afirmou que é desnecessário um acordo militar de defesa mútua, mesmo tendo consciência da ofensiva imperialista (via a Coreia capitalista do Sul) contra Pyongyang.
O presidente “comunista” chinês propôs diversas “áreas-chave” para fortalecer a relação bilateral, excluindo é claro o setor bélico, o que inclui intercâmbios econômicos e culturais. Jinping parece estar muito mais interessado em vender para a Coreia as mercadorias produzidas no gigante asiático, do que necessariamente organizar um “cinturão de defesa” na região contra os EUA e a OTAN.
Na verdade os objetivos estratégicos da burocracia restauracionista “maoísta”, estão diretamente relacionados a exportar seu “modelo estatal capitalista”, para os países que romperam há décadas atrás com o imperialismo. Este é o caso do Vietnã, hoje considerado uma “cópia reduzida” do sistema econômico chinês, ou seja conservar o poder estatal burocrático e abrir o país para os investimentos do capital financeiro internacional.
No ano em que se comemora o 65º aniversário do “Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua”, entre China e Coreia do Norte, o único interesse do Partido Comunista Chinês é “convencer” seus antigos “aliados socialistas” a se converterem em prósperos capitalistas, associados a Governança Global. Os Trotskistas da LBI mantém seus princípios programáticos Leninistas, se opondo visceralmente ao revisionismo do chamado modelo de “socialismo de mercado”.
