José Reinaldo, dirigente teórico do PCdoB, foi convidado de honra do XII Congresso do PCO. A “singela” pergunta que um militante comunista honesto faria é: porque um pilantra stalinista de larga “folha corrida” na traição aos interesses dos trabalhadores é alçado a essa importante condição por uma organização que se diz Trotskysta? A resposta incrivelmente é “simples”: Rui Costa Pimenta tem grande identidade com José Reinaldo, ambos pilantras renegaram o Marxismo e acabaram enfim se encontrando na mesma senda corrupta do Lulopetismo!
Sigamos a política de colaboração de classes dos dois pilantras e o dinheiro daí advindo, ou seja, as fartas verbas distribuídas pela gerência burguesa da Frente Ampla, as “gorjetas” graciosas recebidas pela chamada “Internacional Antifascista” assim como as cotas milionárias dos fundos estatais do TSE depositados nas contas do PCdoB e PCO com o objetivo de domesticar a exquerda que encontraremos as verdadeiras razões dessa “aproximação”!
Vejamos a importância que Rui Pimenta deu a presença de José Reinaldo, que além de dirigente nacional do PCdoB é um dos organizadores do capítulo brasileiro da “Internacional Antifascista” que o PCO também integra, criada para corromper a exquerda na defesa acrítica dos regimes nacionalistas burgueses como o da Venezuela. Segundo o DCO (05/06): “O primeiro orador da noite foi José Reinaldo, representando a direção do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz). O dirigente elogiou a postura do PCO ao enfrentar as potências imperialistas. ‘Destacamos a postura do partido ao erguer a voz em defesa dos povos palestino e libanês, vítimas da política de extermínio, ocupação ilegal e terrorismo de Estado promovida pelo sionismo israelense’, asseverou, estendendo a solidariedade à República Islâmica do Irã, a Cuba e à Venezuela.”
Quando um dirigente stalinista do “quilate” de José Reinaldo defensor da “paz mundial” faz rasgados elogios as posições que uma organização que se diz trotskysta como o PCO podemos ter a certeza que tem algo muito podre no “ar”…
Não por acaso o dirigente do PCdoB aplaude as posições do PCO sobre Cuba e Venezuela, onde a exquerda reformista, stalinista e revisionista do trotskysmo defende política de coexistência pacífica de ambos com o imperialismo, por isso apoiam acriticamente os regimes castrista e chavista, inclusive esse último em sua versão neoliberal entreguista comandado pela traidora Delcy Rodríguez.
Uma prova do que afirmamos é a declaração do PCO sobre Cuba: “Apesar de todos os obstáculos e problemas, Cuba parece não abrir mão da tarefa de espalhar a revolução internacionalmente”. A frase que acabamos de reproduzir, por mais incrível que pareça, saiu da boca de Rui Costa Pimenta. Este camaleão político ainda tem a cara-de-pau de se dizer Trotskysta enquanto faz rasgados elogios ao Governo Castrista, cujo regime burocrático parasitário stalinista está operando a restauração capitalista no Estado Operário Cubano deformado com medidas que cada vez mais fragilizam a economia estatizada ao mesmo tempo em que busca desesperadamente a manutenção do acordo de “coexistência pacífica” com a Casa Branca. Esta é a prova mais evidente que o PCO abandonou formalmente o Trotskysmo, agora também no terreno das posições internacionais.
Pelos despropérios que escreve Pimenta, o Castrismo seria uma força política revolucionária que personificaria “na prática” as posições da própria IV Internacional em defesa da Revolução Permanente em escala mundial e não como é sabido um defensor aberto das teses stalinistas, apregoando a farsa da vitória do “socialismo em um só país” (no caso em uma Ilha!) inclusive aconselhando outros países que se levantaram no passado em processos revolucionários contra o imperialismo, como a Nicarágua de Daniel Ortega, a “Não ser uma nova Cuba” e, mais recentemente, nas relações que o Castrismo estabeleceu com Hugo Chávez e depois com Maduro na Venezuela, apoiando sua política nacionalista-burguesa de não-ruptura com o modo de produção capitalista!
Com essa caracterização que falsifica abertamente a realidade sobre o caráter do Governo Castrista, o PCO copia as posições das correntes stalinistas que apresentam o regime burocrático como propulsor da revolução proletária mundial, tanto que Pimenta celebrou recentemente “nossa parceria com o governo cubano” em uma atividade com o Cônsul de Cuba em São Paulo, onde enalteceu os “feitos” do PC de Cuba, proclamando “pérolas” revisionistas como a frase escandalosa que reproduzimos no início desse artigo!
O PCO ao abandonar formalmente com o Trotskysmo adere de “malas e bagagens” diretamente as posições stalinistas ao apresentar Cuba como um Estado Socialista e o Castrismo como uma corrente política revolucionária que exporta a revolução proletária mundial! Com essa capitulação aberta ao Castrismo, o PCO não denuncia que o PC cubano caminha em direção a restauração capitalista no Estado Operário deformado, notadamente desde a gestão de Clinton quando Castro e Raul tiveram profundas ilusões no representante Democrata do imperialismo na Casa Branca e estabeleceram vários acordos que acabaram por fragilizar política e economicamente a ilha. Longe da farsa montada por Rui Pimenta, a burocracia castrista instalada na cabeça do Estado operário cubano optou por um caminho de sucessivas concessões políticas ao imperialismo ianque, ainda que mantendo as principais bases da economia socializada.
Podemos fazer essa delimitação pública com o Castrimo porque a LBI sempre defendeu incondicionalmente o Estado Operário Cubano contra o imperialismo, inclusive sendo acusada de “stalinofilia” pelo próprio PCO. Não esqueçamos que Rui Pimenta comemorou a queda do Muro de Berlim em 1989 e liquidação contrarrevolucionária da URSS em 1991 como “acontecimentos revolucionários” quando estava ligado ao Partido Obrero argentino então dirigido por Jorge Altamira.
Como nos ensinou Trotsky no Programa de Transição da IV Internacional uma coisa é postar-se na defesa incondicional das conquistas da revolução e do Estado Operário burocratizado contra o imperialismo interna e externamente lutando nesta trincheira pela revolução política para construir uma autêntica direção revolucionária. Outra coisa, como nos legou nosso chefe Bolchevique, é estabelecer uma relação de “parceria” com o Regime Castrista como proclama vergonhosamente o PCO, não denunciando que o PC cubano vêm não só tomando medidas econômicas internas que levam a restauração capitalista na Ilha, como também historicamente tem atuado para sabotar novas revoluções em outros países, como ocorreu na Nicarágua ou mesmo no abandono de Che Guevara no completo isolamento político e material, o que levou inclusive a sua morte trágica na Bolívia, quando estava de fato rompido com Fidel Castro justamente por questionar a linha de submissão de Cuba a URSS burocratizada em defesa da “coexistência pacífica” com o imperialismo ianque.
Com relação a Venezuela, o mais tragicômico é que com mais de 5 meses de “atraso”, depois de acusar sistematicamente a LBI e outros agrupamentos políticos que denunciavam a subserviência dos irmãos Rodríguez a Casa Branca na Venezuela de serem “papagaios do imperialismo” (como faz aos que criticam Lula no Brasil pela esquerda), o “cego” corrupto Rui Pimenta somente agora enxergou o “primeiro sinal” que Delcy é uma agente de Trump. Como um “raio em céu azul”, o Editorial do PCO (20/05) declara “O primeiro grande sinal de submissão aos Estados Unidos: Homem apresentado durante anos pelo governo de Nicolás Maduro como vítima da perseguição norte-americana foi deportado para o país contra o qual lutava”.
O canalha que nos acusava, junto com o reformista vendido Breno Altman, de sermos um dos “bonecos ventríloquos de Trump” por denunciar os acordos vassalos de Delcy e seu irmão canalha Jorge com os EUA, agora como se nada anteriormente apontasse nesse sentido declara candidamente que “O governo da Venezuela deportou, no sábado (16), Alex Saab para os Estados Unidos. A medida foi anunciada pelo Serviço Administrativo de Identificação, Migração e Estrangeiros (Saime) como uma decisão administrativa, sob a alegação de que Saab seria cidadão colombiano e estaria envolvido em delitos cometidos em território norte-americano”.
O mais tragicômico é que mesmo “descobrindo” tardiamente o que estava a olhos vistos desde o próprio sequestro de Maduro sem resistência militar (ação somente possível pela colaboração direta de Delcy e grande parte da cúpula neochavista), Rui ainda o faz diluindo as críticas ao governo atual entreguista, tanto que afirma: “Agora, o mesmo governo entrega aos Estados Unidos o homem que apresentou ao mundo como uma das principais vítimas da agressão norte-americana contra a Venezuela”.
O obliterado corrupto Rui não quer “enxergar” que desde janeiro de 2026 houve uma ruptura interna no regime chavista: ele transitou de nacionalista burguês com Chávez e Maduro para burguês neoliberal sob o tação dos irmãos Rodríguez em colaboração com a cúpula militar bolivariana que entregou Maduro (e agora Saab!) aos próprios EUA, como a LBI denunciou já em 06 de janeiro quando o presidente Venezuela foi retirado do Forte Tiuna pela CIA em uma operação “exitosa” que teve a colaboração direta do comando da própria guarda militar e do então ministro da defesa Vladimir Padrino, os mesmos que eliminaram os 32 agentes cubanos com tiros pelas costas!
Surpreso, o bucéfalo “incrédulo” Pimenta registra no seu texto: “A vice-presidente Delcy Rodríguez tratou o caso como uma decisão administrativa tomada em defesa dos ‘interesses da Venezuela’. Diosdado Cabello afirmou que Saab nunca foi venezuelano, que sua documentação não tinha respaldo legal e que não existe registro válido no Saime. A justificativa apresenta uma contradição evidente. Um homem que ocupou o posto de enviado especial do governo e, depois, foi nomeado ministro não pode ser tratado, de uma hora para outra, como estrangeiro irregular. Se a documentação não existia ou não tinha validade, a responsabilidade recai sobre o próprio governo que o credenciou e o nomeou para cargos de Estado.”. Obviamente não se tratou de uma decisão burocrática e administrativa mais de uma prova aos EUA do alinhamento do regime neochavista com a Casa Branca como já vinha fazendo em sua larga “folha corrida” a “lembrar” para o esquecido Rui: corte do envio de Petróleo para Cuba, condenação do Irã na guerra contra os EUA/Israel, entrega do urânio enriquecido venezuelano, libertação dos presos contrarrevolucionários, receber com “tapete vermelho” o chefe da CIA em Caracas… Somente Rui e seu “amigo” petista Breno Altman não viram tamanha vassalagem?
Como Rui é um corrupto contumaz, tanto que nos ataca como “agentes da direita, papagaios de Trump, ventríloquo do imperialismo” por denunciar Lula e Delcy, ele age na Venezuela como atua no Brasil: não tira obviamente de forma consequente as conclusões políticas de suas própuas “descobertas” em uma realidade que estava evidente há meses: Delcy comanda um governo burguês neoliberal que entregou o país e seu petróleo, urânio, ouro, terras raras aos EUA! Lula faz o mesmo no Brasil, mas Rui se limita a aconselhar o velho pelego traidor a “mudar de rumo”, “girar à esquerda”… e toda a ladainha própria do revisionismo vulgar que vive das migalhas da gerência da Frente Ampla no Brasil e das gojetas que o regime neochavista distribui pelo continente para os que prestem seus serviços no sentido de defender os vendidos Delcy e Jorge no interior da esquerda latino-americana e mundial! A Tal “Internacional Antifascista – Capítulo Brasil” que o PCO integra com outras pulgas venais e corruptos do mesmo calibre revisionista foi uma das agraciadas com as verbas do Palácio Miraflores!
Uma prova que afirmamos é a declaração final do PCO nesse editorial falsamente “visionário”: “A entrega de Saab aponta para uma oscilação à direita do governo venezuelano. Ao entregar aos Estados Unidos um homem que durante anos foi tratado como combatente da soberania nacional, o governo venezuelano enfraquece a resistência anti-imperialista no continente”.
Como vemos, Rui “lamenta” a suposta “oscilação à direita” de Delcy e apenas pontua que essa conduta “enfraquece” a resistência anti-imperialista no continente”! Trata-se de uma demagogia distracionista de Rui, ele não chama a derrotar o governo burguês vendido e entreguista nas ruas, não se posta no campo da oposição revolucionária ao regime neoliberal, apenas “chorominga” diante “primeiro sinal”.
De fato, “o pior cego é aquele que não vê” quando poderia observar nitidamente a realidade, mas Rui Pimenta e o PCO não o fazem porque estão corrompidos até a medula pelo Lulopetismo no Brasil e “neochavismo” na Venezuela!
No terreno nacional é preciso registrar que a profundidade do giro ideológico operado pelo PCO, que afirmava em 2010 que “Lula era um governo dos banqueiros” e até pouco tempo o vendia como um “Governo dos Trabalhadores”, tem bases materiais na corrupção financeira que absorveu o clã Pimenta. Um certeza é que Rui Pimenta não passa de um renegado que rompeu de fato com o legado de Leon Trotsky e se passou de “malas e bagagens” para o terreno do apoio a Frente Popular, conduta tão combatida pelo fundador da IV Internacional.
O PCO abraça de “corpo e alma” a teoria antimarxista que classifica o nacionalismo burguês como grande propulsor das mudanças sociais, eliminando de fato o proletariado como agente protagonista da revolução socialista. O pior de tudo é que em plena etapa da Nova Ordem Mundial do Capital Financeiro, o que sobrou da chamada “burguesia nacional” não é mais somente “dependente” do imperialismo, é o setor mais atrelado as grandes corporações financeiras (rentismo), que hoje sequer tem a pátria norte-americana como sua “sede”. O governo Lula&Alckmin é a expressão viva deste processo, é a gerência estatal que melhor representa os interesses da Governança Global no Brasil, está muito mais “afinada” com a pauta imposta pelo Fórum de Davos do que a extrema direita tupiniquim.
Triste réquiem para Rui Pimenta que jogou na lama da história sua trajetória política como um dirigente Trotskista.
Por fim lembremos que o PCO anunciou que Rui Costa Pimenta será candidato a presidente da república. Trata-se de uma autêntica “propaganda enganosa” voltada a ludibriar desavisados! Para comprovar o que afirmamos basta assistir as entrevistas de Rui ao portal governista Brasil 247 ou ler (para além das manchetes auto proclamatórias de Causa Operária) as declarações de Pimenta centradas em aconselhar Lula de como deveria ser sua campanha presidencial, propondo que ele se afaste de Alexandre de Moraes (STF), substitua seus conselheiros e, por fim, sugerindo uma série de propostas ao PT para que possa vencer as eleições de 2026. Na realidade, a conduta de Rui Pimenta demonstra que ele é “candidato” de fato a conselheiro de Lula e não a presidente!
Obviamente, longe de atacar o desgastado governo burguês comandado pelo PT, toda ladainha de Rui se dedica a apresentar ao velho traidor alvo do ódio popular um programa “mais a esquerda” para enfrentar em melhores condições nas urnas o Bolsonarismo, que representa a direita burguesa institucional e acabou por galvanizar o descontentamento com a gerência neoliberal da Frente Ampla!
Bastar listar algumas provas da longa “folha corrida” de Rui na sua tarefa de aconselhar Lula… que logo fica claro a farsa de sua candidatura presidencial.
Todas as declarações demonstram que apesar do PCO ter lançado Rui Costa Pimenta para presidente da república na realidade ele é “candidato” a conselheiro de Lula, atua como apêndice do PT e da Frente Ampla burguesa, trabalhando arduamente para a vitória eleitoral do capacho de Trump e da Governança Global do Capital Financeiro como assim como faz seu “camarada” José Reinaldo do PCdoB.
