OUTRA GUERRA DENTRO DA AGRESSÃO IMPERIALISTA AO IRÃ: ENCLAVE SIONISTA DE ISRAEL AVANÇA NA OCUPAÇÃO MILITAR TOTAL NO SUL DO LÍBANO. É NECESSÁRIO CERRAR FILEIRAS COM O HEZBOLLAH!

INTERNACIONAL

Enclave terrorista de Israel avança para anexação total do Sul do Líbano, até hoje os sionistas não se conformam com a humilhante derrota e expulsão há vinte anos atrás do seu exército pelas forças militares do Hezbollah.

A estrutura nacional do Líbano é um fator de vulnerabilidade que Israel tenta explorar há décadas. O vizinho “País dos Cedros” faz parte do plano histórico estratégico do sionismo para expandir e formar o “Grande Israel”. Primeiro as forças armadas do Estado Judeu foram barradas de realizar seu “sonho mítico” pela heróica resistência armada dos heróis da antiga OLP, comandada pelo general palestino Yasser Arafat. Nas últimos vinte anos a resistência libanesa passou para as mãos dos combatentes do Hezbollah, enquanto todos os governos institucionais do Líbano sempre cederam seu país para a ocupação militar sionista, chancelada pelo imperialismo francês, que ainda se considera “dono do território”.

O Líbano é composto por um mosaico de comunidades étnicas e religiosas (xiitas, sunitas, cristãos e drusos) que, desde a criação do “Grande Líbano” pela França em 1920, vive sob um “complexo” e submisso sistema político confessional que distribui poder estatal entre esses grupos nacionais.

Esse sistema, que historicamente serviu como um equilíbrio de forças entre suas classes dominantes, também se tornou uma fonte de paralisia política e corrupção, facilitando a interferência territorial sionista no seio do Líbano.

Países como Arábia Saudita, França e Estados Unidos apoiam diferentes facções burguesas locais, tornando a política libanesa um reflexo das rivalidades regionais. Israel, por sua vez, com sua política colonialista de expandir seu enclave artificial e concluir o projeto do “Grande Israel”, sempre utiliza o Líbano como “cabeceira de ponte” para tentar subjugar todo o Oriente Médio.

A atual campanha militar israelense incluiu bombardeios intensos, destruição de infraestrutura (como pontes sobre o rio Litani) e ordens massivas de evacuação. O Hezboallah torna-se um empecilho político concreto para o projeto colonialista de Israel, sendo a organização guerrilheira islâmica muito mais bem armada do que o frágil exército libanês.

O capacho governo libanês condenou abertamente as ações militares do Hezbollah, acusando o Irã de “arrastar o país para a guerra”, expulsou o embaixador iraniano como persona non grata e chamou o seu diplomata de volta de Teerã, enquanto a população libanesa observa  o risco de ver o seu país se tornar uma “segunda Gaza”. O Hezbollah que corajosamente entrou de cabeça na guerra em apoio incondicional ao Irã, necessita de toda solidariedade internacional ativa para derrotar os genocidas judeus e expulsar as forças armadas sionistas do lendário “País dos Cedros”.