DIA MUNDIAL DE AL-QUDS: PELA VITÓRIA DO IRÃ CONTRA O IMPERIALISMO IANQUE COMO CENTRO DA LUTA PARA LIBERTAR A PALESTINA DA OCUPAÇÃO SIONISTA!

INTERNACIONAL

O Dia Mundial de Al-Quds, que este ano caiu em 13 de março, foi instituído em agosto de 1979 pelo fundador da República Islâmica do Irã, Imam Khomeini com o objetivo de transformar a questão da Palestina em uma causa internacional. Neste dia, todos os muçulmanos e pessoas que se preocupam e lutam com a Palestina em todo o mundo marcham para expressar sua solidariedade com os palestinos, diante de décadas de ocupação do enclave sionista israelense. Desde a LBI, apesar de nossas divergências profundas com o Regime dos Aiatolás, nos somamos em frente única com as manifestações em defesa da Palestina e pela vitória do Irã contra o imperialismo e o sionismo!

Hoje é a última sexta-feira do mês sagrado do Ramadã celebrado como data oficial de apoio ao povo palestino com marchas realizadas anualmente com frequência crescente e com a participação entusiástica de milhões de pessoas no Irã e em todo o mundo.

Este ano, as marchas estão sendo realizadas em meio à agressão conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã, que já causou a morte de mais de 1.300 iranianos.

Cidadãos iranianos, entoando slogans contra os regimes israelense e americano, expressaram seu apoio às Forças Armadas do Irã e solidariedade aos mártires da nova agressão israelense-americana, incluindo o líder mártir, o aiatolá Seyyed Ali Khamenei, os comandantes mártires e os estudantes mártires da cidade de Minab, no sul do país.

O novo líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Seyed Mojtaba Khamenei, em sua primeira mensagem publicada na quinta-feira, convocou a nação iraniana a participar mais uma vez das grandes marchas do Dia Mundial de Quds deste ano. Em resposta, os iranianos manifestaram-se em grande número, carregando bandeiras iranianas e palestinas.

Apesar da morte do Aiatolá Khamenei, o comando das Guarda Revolucionário vem atuando para defender o país e impor baixas aos aliados dos EUA e Israel na região. Os dados oficiais do governo genocida de Netanyahu tentam minimizar a dimensão do desastre, mas as imagens e a realidade mostram que a resposta do regime iraniano após o covarde martírio do Aiatolá Khamenei é maior do que o esperado.

Vamos apoiar essa ofensiva militar do regime nacionalista burguês contra o imperialismo, ao mesmo tempo em que é necessário impulsionar o armamento massivo de toda população persa de forma totalmente independente para derrotar o sionismo e também qualquer passo atrás eventualmente dado pelo novo Aiatolá que irá comandar o país.

Pelo menos 650 soldados das forças imperialistas e seus aliados ficaram feridos ou morreram após ataques iranianos com mísseis contra bases norte-americanas, informou a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Um exemplo é que o mega porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln, o segundo maior da frota naval imperialista, foi atingido por quatro mísseis balísticos iranianos. Por sua vez, Israel perdeu o acesso da Dimona nuclear e sofre enormes perdas de 11 cientistas Nucleares, 6 generais das IDF, 198 oficiais da Força Aérea, 462 soldados e 32 Agentes da Mossad nos primeiros 3 dias ou retaliação iraniana.

O governo genocida dos EUA continua a manter-se em silêncio sobre o número real de seu soldados e militares aliados ao Pentágono mortos nos ataques iranianos, apesar de o principal responsável pela segurança do Irã, Ali Larijani, já ter declarado que centenas de militares inimigos foram mortos nos primeiros dias da guerra da tentativa de pilhagem da nação persa. O regime nacionalista burguês iraniano não pode ser comparado ao setor hegemônico chavista corrupto, que logo claudicaram diante da Casa Branca no primeiro momento.

Os bombardeios iranianos nos países subjugados pelo imperialismo, além do território ocupado pelos judeus, como em Haifa e nas Colinas de Golã, provaram que o “Domo de Ferro” sionista começou a sofrer de “saturação” e esgotamento, e não conseguiu preservar a vida de seus recrutas e oficiais.

O Hezbollah entrou na guerra ao lado do Irã e a “Operação Vingança” já alcançou o território israelense! Trata-se de um justo ato concreto de vingança no terreno militar enquanto os chamados “Amigos do Irã” como a Rússia e a China (que integram os Brics) nada fazem além das protocolares lamentações diplomáticas que de nada serve para barrar a ofensiva do imperialismo ianque e do Israel contra a nação persa! O Yemen assumiu uma corajosa posição de alinhamento incondicional com a nação persa, atacada pelo imperialismo e seu sócio sionista local.

Os Marxistas Leninistas da LBI, desde nossas modestas forças políticas no Brasil, convocam a classe operária mundial a cerrar fileiras no apoio militar incondicional ao regime nacionalista burguês dos Aiatolás. A principal tarefa de ação direta do proletariado internacional neste momento é a destruição completa do “monstro sionista”!

Desde a LBI apoiamos a formação de brigadas internacionalistas e a convocação de novas manifestações no Brasil e no mundo para rechaçar a guerra contra a nação persa e defender sua vitória militar para destruir o enclave terrorista de Israel!

Pontuamos a necessidade de se estabelecer uma frente única de ação anti-imperialista para derrotar a ofensiva bélica ianque-sionista e, desde a trincheira de combate junto com o povo iraniano e sua direção (o regime nacionalista burguês dos Aiatolás), unir forças para rechaçar o ataque abutre de Trump e Netanyahu.

Defendemos que no curso dessa luta de unidade de ação, os revolucionários somem esforços militares para derrotar o imperialismo ianque e na trincheira ganhar influência entre os lutadores populares e a base do exército iraniano para superar os limites da própria direção teocrática, explicando que por seu caráter de classe ela é incapaz de levar adiante de forma consequente o combate contra os agressores e abrir caminho para a revolução socialista que garanta conquistas sociais e políticas, expropriando inclusive a burguesia nativa!

A Rússia e China não vêm prestando apoio militar ao Irã, ao contrário, pressionam o Regime dos Aiatolás a ceder as exigências da Casa Branca e abrir o Estreito de Ormuz (como defende vergonhosamente Pequim) em nome de manter o tráfego internacional de petróleo e gás para assegurar seus negócios e abastecimento.

Alertamos que em caso de derrota do Irã, o Deep State Global via ter como próximo alvo o regime nacionalista burguês de Putin, que neste momento nutre profundas ilusões nos acenos de Trump para um acordo que ponha fim ao conflito na Ucrânia, o que se revela um completo suicídio político porque a OTAN vai continuar cercando Moscou e preparando a III Guerra Mundial em futuro breve.

Devemos nesse Dia Mundial de Al-Quds seguir os exemplos do Hezbollah no Líbano e dos Houthis do Yêmen. Estes vem atacando Israel, passando das palavras aos atos em defesa da vitória do Irã contra o imperialismo ianque e Israel.