O Hezbollah atacou na noite deste domingo (01/03) uma instalação militar israelense ao sul de Haifa com mísseis, afirmou o movimento libanês, reivindicando a ação como vingança pelo assassinato do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei: “A Resistência Islâmica lançou uma salva de mísseis de precisão e uma série de drones contra a base de defesa antimíssil Mishmar HaCarmel, pertencente ao exército israelense inimigo, ao sul da cidade ocupada de Haifa”, diz o comunicado do movimento guerrilheiro xiita. Trata-se de um justo ato concreto de vingança no terreno militar enquanto os chamados “Amigos do Irã” como a Rússia e a China (que integram os Brics) nada fazem além das protocolares lamentações diplomáticas incapazes de barrar a ofensiva do imperialismo ianque e do Israel contra a nação persa!
Na sua declaração afirmou que o ataque foi realizado “em vingança pelo sangue inocente do líder dos muçulmanos, Sua Eminência o Grande Aiatolá “, que foi “derramado injusta e traiçoeiramente pelas mãos do inimigo sionista criminoso”. Ele também afirmou que os golpes foram desferidos “em defesa do Líbano e de seu povo, e em resposta à repetida agressão israelense. O inimigo israelense não pode continuar sua agressão, que já dura 15 meses, sem receber uma resposta de advertência para cessar essa agressão e se retirar dos territórios libaneses ocupados”, enfatizou o grupo, classificando sua ação como “legítima e defensiva”.
Posteriormente, foi realizada uma avaliação no Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), e o Chefe do Estado-Maior, Tenente-General Eyal Zamir: “O Hezbollah lançou uma campanha contra Israel da noite para o dia e é totalmente responsável por qualquer escalada […] Qualquer inimigo que ameace nossa segurança pagará um preço alto: não permitiremos que nenhum mal seja feito ao povo de Israel e à nossa fronteira norte”, disse Zamir, segundo o comunicado.
Durante a Guerra dos Doze Dias contra o enclave sionista de Israel, em junho passado, o Hezbollah manteve-se visivelmente à margem enquanto o Irã confrontava diretamente os Estados Unidos e Israel com suas próprias forças. Estrategistas árabes “sugeriram” que o regime nacionalista burguês dos Aiatolás estava deliberadamente preservando sua “joia da coroa” para um inevitável confronto futuro.
Teerã não queria queimar suas “pontes” e todas reservas bélicas. Agora, enfrentando as consequências de erros de cálculo militares do passado, o Hezbollah precisa atacar com força total ou corre o risco de se tornar completamente vulnerável.
As “nuvens escuras” do conflito sobre o Oriente Médio não estão mais se acumulando, a tempestade perfeita está desabando na região. Enquanto o mundo imperialista opera a guerra contra o Irã, o Hezbollah entraou na luta com a “Operação Vingança”. O Hezbollah era o “escudo, a espada e a alma” da defesa do Irã e agora avançou para o “bom combate”.
Para entender a intervenção da guerrilha libanesa é preciso examinar a simbiose estrutural entre Beirute e Teerã. O Hezbollah é um ator local com “poder de fogo” debilitado, um partido nacional que responde a uma direção política transnacional. A estrutura de comando entre a Guarda Revolucionária e o Conselho da Shura do Hezbollah não é uma simples cadeia de comando; é um sistema nervoso, onde a cabeça sente a ameaça e os membros atacam.
Como afirmou o sionista Yaakov Amidror, ex-conselheiro de segurança nacional israelense: “O Hezbollah não espera por instruções, foi projetado para agir quando o Irã se sente ameaçado. Essa é toda a lógica da organização.”
O envolvimento do Hezbollah é motivado por ideologia, mas também por necessidade estratégica. Sua força de mísseis, redes de túneis e comandos integrados com o Irã não são ativos simbólicos, são ferramentas operacionais projetadas para expandir o campo de batalha e complicar os cálculos militares de Israel e Washington. Nesse cenário, o Líbano já se tornou um teatro crucial em uma guerra que sua elite financeira europeizada não escolheu. O Hezbollah atua não como um ator independente, mas como uma extensão avançada da força militar iraniana apesar dos reveses sofridos nos últimos meses.
Naturalmente, nesta guerra anti-imperialista, os Marxistas Leninistas já se entrincheiraram há muito tempo ao lado das nações oprimidas, do Irã e do Hezbollah, denunciando a posição covarde da Rússia e da China.
