MOBILIZAÇÕES MASSIVAS EM DEFESA DA CONTINUIDADE DO GOVERNO DA FRENTE AMPLA NEOLIBERAL: “MAIS DO MESMO” QUE NÃO CONSEGUEM ATRAIR O PROLETARIADO EM APOIO A LULA

LBI

Grandes mobilizações em defesa da continuidade do governo neoliberal da Frente Ampla burguesa ocorreram neste final de semana, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, mas também no Nordeste. Para a exquerda reformista de “primeira linha original” é o prenúncio da “virada”, depois da “surra” do primeiro turno. Já para o vasto campo político revisionista de “segunda linha”, como PSTU, MRT, OCI e etcetera, é o sinal de que agora as “massas querem derrotar Bolsonaro” com a ferramenta lulista. Nada mais enganoso, tanto do ponto de vista da análise concreta da luta de classes, como do ângulo puramente eleitoreiro. As recentes mobilizações da campanha de Lula realmente foram massivas, porém somente conseguiram agregar “mais do mesmo”, ou seja a classe média abastada e a pequena burguesia identitária, hoje predominante no movimento estudantil. A razão sociológica deste fato é bem simples: as camadas proletárias e a própria base da classe operária continua mantendo toda sua rejeição social ao governo lulopetista, nada mudou do primeiro ao segundo turno! O proletariado brasileiro continua endividado, desalojado, uberizado e com salários arrochados por conta deste governo anti-operário à serviço dos rentistas, e ao contrário do que pensa a intelectualidade de classe média, não “come democracia”, e sim alimentos! Por isso o povo pobre e oprimido exige mudanças, e grande parte enxerga em Bolsonaro esta via, outra parcela minoritária e mais politizada vê no voto nulo este caminho, repudiando as duas candidaturas capitalistas de conjunto.