A Direção Nacional do PCBR não passou no seu primeiro teste ácido da luta de classes, ou seja, enfrentar o PT e seus satélites (PSOL…) nas eleições gerais de 2026 e acabou sucumbindo às forças centrífugas da Social Democracia Lulopetista. O núcleo que fundou a organização está desmoralizando as próprias bases político-programáticas que levaram à ruptura do agrupamento com o PCB em 2023.Sua direção lançou a “Nota Política: Votar em Lula para derrotar Bolsonaro e organizar os trabalhadores para a luta de classes” em que declara: “No segundo turno presidencial, em que temos a luta dos liberais contra os reacionários, apresentamos aos trabalhadores que devemos lutar ao lado dos liberais da Frente Ampla contra os reacionários” (Em Defesa do Comunismo, 06.10). Como vemos o PCBR reivindica a política stalinista do campismo para embarcar na candidatura burguesa de Lula e da Frente Ampla, seguindo os passos do renegado Jones Manoel que já havia antecipado este caminho social-democrata!
Sua direção oportunista vai além, agora em um eleitoralismo rasteiro, saúda a chamada “Bancada Radical” do Lulopetismo que antes criticava. Segundo o PCBR “É nesse sentido, inclusive, que avaliamos os resultados da campanha da Bancada da Esquerda Radical, que elegeu 6 parlamentares divididos entre PE, DF, RJ, SP, PR e RS. Saudamos a eleição de militantes como Jones Manoel, Glauber Braga, Sâmia Bonfim e Fernanda Melchionna – as duas últimas compondo o Movimento de Esquerda Socialista –, e sabemos que, ao longo dos próximos 4 anos, estaremos lado a lado em diversas lutas práticas em favor de conquistas para a classe trabalhadora”. Na verdade essas candidaturas apresentam- se como mais à esquerda não só do PT, mas do que a própria direção majoritária do PSOL, e falam até em “socialismo”, ou melhor em “utopia socialista” para um futuro bem distante. Entretanto este bloco de candidatos sedentos por postos no parlamento burguês, está mesmo a serviço de amealhar votos para a Frente Ampla neoliberal de Lula.
A conduta da direção oportunista do PCBR de apoiar a UP e o PSTU (inclusive seu candidato identitário no 1º turno) já demonstrava que estava “picada” pelo eleitoralismo, se negando a defender o Voto Nulo para se manter no campo da Frente Ampla, ainda que pela pata traseira, tanto que quase não denunciou o pilantra Jones Manoel porque no fundo tinham mais identidades que diferenças como vemos no apoio ao pelego neoliberal Lula neste segundo turno!
Essa linha socialdemocratizante foi avalizada pelo Secretário-Geral Gabriel Lazarri, tanto que ele e Jones estiveram unidos na luta política contra Ivan Pinheiro que deixou o PCBR criticando a capitulação de sua direção nacional ao cretinismo parlamentar.
Como denunciamos anteriormente Jones Manoel levou até às últimas consequências a linha do PCBR que o autorizou em pedir “filiação democrática” ao PSOL, declarando no seu desligamento: “Não vou virar lulista, não vou deixar de fazer as críticas, não vou mudar uma única vírgula do que venho falando nos últimos anos – e aguentando sozinho os ataques dos governistas, algo tomado só como responsabilidade minha e, novamente, não algo coletivo. Não tenho discordâncias com a estratégia e a tática eleitoral do partido, no geral, exceto a fala que ouvi de vários camaradas na reunião da última quarta-feira colocando que está descartado apoiar nomes como Glauber Braga, Fernanda Melchionna, Sâmia Bomfim, Renato Freitas, etc, para deputado federal e estadual. Isso sim é uma discordância importantíssima de tática eleitoral”. Agora PCBR e Jones estão juntos novamente!
A caracterização inicial da LBI de que o PCBR se tornou uma legenda apêndice de “esquerda” da Frente Ampla burguesa se confirmou plenamente gerando uma crise que a consome rapidamente e pode acabar com o partido mais cedo do que se esperava, com rachas já ocorrendo em estados para carreiristas atuarem na sombra do PSOL e da candidatura Lula… agora Gabriel Lazarri e sua ala se vergaram totalmente a pressão eleitoral Lulopetista
Seu CC não deseja se chocar com o amplo arco Socialdemocrata que controla o movimento de massas no Brasil (e o governo central obviamente!), apesar dessa ser a tendência classista de sua militância de base no sentido de enfrentar o Lulopetismo, todo o oposto do que deseja sua oportunista direção mergulhada em uma crise que definitivamente vai consumir o partido de forma terminal, tornando-o mais um “puxadinho” do PT, PSOL, Jones Manoel e a farsante “Bancada Radical”…
