MORAES TENTA UM GOLPE INSTITUCIONAL ENQUADRANDO ATÉ UM MINISTRO DO STF NO INQUÉRITO FASCISTA DAS “FAKE NEWS”: É PARA PRENDER TODOS QUE QUESTIONEM A LEGITIMIDADE DAS ELEIÇÕES FRAUDULENTAS

LBI

O “Super” Ministro Togado Alexandre de Moraes, pediu nesta última 5ª feira para que seu par na Corte Superior, o Ministro André Mendonça seja investigado no inquérito fascista das “fake news”, por abuso de autoridade. Segundo o “imperador” Xandão, Mendonça direcionou investigação da PF contra membros do STF alinhados com a candidatura Lula, ou como ele próprio definiu: “Mendonça quer atrapalhar o processo eleitoral”. A famigerada manobra de Alexandre não pode passar desapercebida de qualquer cidadão que no mínimo reivindique a democracia formal burguesa, trata-se da tentativa de um golpe institucional do mesmo quilate do que apeou a presidente Dilma do governo em 2016, só que desta vez no sentido contrário: Garantir a posse de um presidente da República que irá “ganhar” as eleições por via de uma gigantesca fraude eleitoral. Para a esquerda revolucionária, a ação de Moraes implicará na ordem de prisão(enquadramento no inquérito das “fake news”) de qualquer organização política ou militante que denuncie a farsa eleitoral como um “jogo de cartas já marcadas”!

O “Inquérito 4781”, mais conhecido como “Inquérito das fake news”, foi aberto em 14 de março de 2019 pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, com o objetivo de apurar “ataques” e supostas notícias falsas envolvendo a Corte Superior e seus integrantes. Foi nomeado como seu relator o Togado golpista Alexandre de Moraes, que permaneceu na função até hoje. Desde então, Xandão se tornou o verdadeiro “imperador bonaparte” deste regime de exceção, sendo ao mesmo tempo acusador, investigador e juiz dos réus que por ventura são enquadrados nesta verdadeira arapuca fascista do Inquérito 4781, sem nenhum prazo determinado para ser encerrado. Já caíram nesta “teia ditatorial” do Xandão, desde verdadeiros cientistas que denunciaram a fraude sanitária da Pandemia da Covid, passando pelos imbecís bolsonaristas que marcharam pateticamente no “8 de Janeiro”, até políticos que questionaram a lisura das urnas eletrônicas. Porém agora Alexandre tentou dar o “salto de qualidade”, no curso de um ardiloso novo golpe institucional, ao indiciar criminalmente um membro Togado do próprio Supremo Tribunal Federal, abertamente hostil a reeleição de Lula.

A mídia corporativa, comandada pelo CEO do consórcio, ou seja a famiglia Marinho, vem tratando a questão da disputa intestina dos Togados do STF como uma “crise institucional”, pretende jogar no campo do “distracionismo popular” entretanto o “buraco é bem mais profundo”. As massas obviamente estão revoltadas com o tamanho do volume financeiro exposto nas proprinas de Vorcaro para Moraes(algo em torno de 160 milhões de reais),Toffoli também entra na lista com uma quantia mais modesta(40 milhões de reais), assim como o Ministro aposentado Lewandowsk. Agora observem um dado bem objetivo, se um pequeno banco do interior de Minas Gerais, o Master, pagava “favores” com estas quantias, imaginem quanto devem pagar a Moraes e seus pares da Corte Suprema, grandes corporações financeiras como o Itaú, Bradesco, BTG, Safra e etc..O escândalo do Master é apenas uma “cortina de fumaça” diante da corrupção que impera no STF, desde o seu decano Gilmar Mendes, passando pelo presidente “santinho” Fachin, até o neófito André Mendonça. O volume financeiro oriundo de Vorcaro é apenas um “troco” diante de  quadro geral do profundo esgoto da Corte Constitucional. O câncer da corrupção no STF não é apenas um privilégio de Xandão, ou Mendonça, abarca o conjunto da Instituição Suprema da Justiça! Os Marxistas Leninistas devem ter a coragem ideológica de denunciar todo esse “esquema podre” do regime burguês.

Nesta sexta-feira o Presidente Fachin anunciou que pretende retirar o “colega” André Mendonça do “inquérito das fake news”, assim como extingui-lo por completo. Porém qualquer decisão monocrática do presidente da Corte sobre essa questão, se não obtiver a anuência do próprio Alexandre, terá que ser aprovada por maioria no plenário do Supremo. Moraes não se manifestou ainda sobre o tema, o que sinaliza sua contrariedade em relação a solução política encontrada por Fachin. Para o “vestal” golpista que foi indicado a Corte pelo MST, tanto o denunciado como o denunciante extrapolaram as “fronteiras secretas” do STF. Lula também se manifestou hoje, insinuando que não irá no resgate do seu “xerifão”, o maior responsável por tirar Jair Bolsonaro da disputa presidencial, através da fábula de uma hilária “tentativa de golpe de Estado”. Já o Presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, propõe um “impeachment cruzado”, atingindo tanto o aliado Moraes, como o adversário Mendonça, com o efeito de baixar a temperatura política no Senado, único organismo constitucional que pode cassar um Ministro do STF. Todas essas alternativas postas sobre a mesa do regime vigente tem uma pré-condição inegociável, só poderão ser efetivadas após o término da farsa eleitoral marcada para outubro. A fraude da vitória de Lula terá que ser consumada a “qualquer preço”, essa é uma imposição do rentismo internacional, que de fato é quem controla as instituições desta república do capital financeiro periférico…

Talvez o mais tragicômico desta conjuntura de “revelações vazadas” é o papel da exquerda reformista, ao sair em defesa canina do seu herói Xandão. O arco político que faz a apologia da urna eletrônica e da integridade moral das instituições deste regime bastardo, como por exemplo e todas as tendencias internas do PT e do PSOL, inclusive sua “ala radical”, afirma que está liberado “propinar”, desde que seja para favorecer a reeleição de Lula. Para estes cretinos exquerdistas, o Ministro Mendonça deve ser severamente punido, não por também ser corrupto, mas por engrossar o “caldo eleitoral” de Flávio Bolsonaro, até então considerado um defunto político e que na sequência dos escândalos poderia ganhar uma “sobre vida”. Não podemos esquecer que no bojo desta etapa eleitoral, encontra-se o Lulinha, um dos comandantes da máfia da Previdência Social. O fulcro de toda essa situação repousa na tentativa de estancar a crise do modo de produção capitalista e sua república do rentismo, seja por parte do campo Lulopetista ou do bando Bolsonarista, o único ponto do dissenso é quem ocupará o Planalto nos próximos quatro anos. A classe operária e as massas populares não podem assistir passivas a esta verdadeira tragédia social a que o pais está submetido, com as duas principais quadrilhas burguesas se engalfinhando pelo botim estatal. Já passa da hora de partir para a ação direta do proletariado, tendo como ponto de largada a denúncia ativa desta grande farsa eleitoral! Diante da nojeira, não basta somente “votar nulo”, é necessário impulsionar um amplo boicote de massas a fraude das urnas (roubo)eletrônicas!