Manifestantes políticos, ativistas anti-imperialistas e policiais entraram em duro confronto nesta última quinta-feira (11/06) em frente ao Estádio Ciudad de México, anteriormente conhecido como Azteca, durante a partida de abertura da Copa do Mundo da “MAFIFA”. A violenta repressão policial do governo mexicano deixou um saldo de dezenas de militantes feridos. Sindicatos de professores, familiares de desaparecidos e estudantes combativos se reuniram no perímetro do Estádio Azteca, na manhã de ontem mas foram “bem” recebidos por uma forte presença policial.
No entanto, um grande contingente de manifestantes removeu algumas das barreiras que protegiam o perímetro do estádio e conseguiu romper o bloqueio policial. Tudo ocorreu enquanto a partida entre México e África do Sul acontecia e era transmitida para o mundo inteiro. Segundo o jornal local “El Universal”, a marcha, que começou na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), na zona sul da capital, foi “liderada por grupos anti-Copa do Mundo e estudantes de diversas faculdades da UNAM”.
A manifestação “terminou em confronto com membros da Secretaria de Segurança Cidadã (SSC), deixando várias pessoas feridas e pelo menos três presas”, acrescentou o jornal.
“México, campeão dos desaparecimentos!” era um dos gritos mais repetidos pelos manifestantes, de diferentes organizações políticas que compartilham a rejeição à realização de mais uma Copa do Mundo no México, enquanto o país enfrenta uma gravíssima crise social e econômica.
As ações de massa mais corajosas foram dirigidas pelo chamado “Bloco Negro”, que respondeu a selvagem repressão atacando os policiais com pedras, paus e até mesmo as próprias barreiras metálicas usadas pelo governo mexicano para bloquear os acessos.
As forças da repressão lançaram gás lacrimogêneo para tentar dispersar inutilmente os milhares de manifestantes, que mostraram todo vigor de sua luta contra a farsa midiática desta Copa do Mundo da “MAFIFA”.
