Com a vitória parcial de Flávio Bolsonaro no primeiro turno da corrida presidencial (05/10), o mercado financeiro brasileiro reagiu com uma forte “ressaca” , gerando uma desvalorização do dólar em mais de 5%, com uma cotação em relação de menos de 5 Reais. Ou seja, se um grande rentista possuía uma reserva cambial de 100 milhões de dólares, acordou na segunda-feira, após o primeiro turno, com somente 95 milhões em sua conta bancária. Agora a reação do mercado financeiro em relação a vitória definitiva de Lula foi inversa e bem mais “intensa”, o dólar obteve uma valorização de 10% em um único dia, passando da casa de R$5,50 na cotação desta segunda-feira (26/10).Traduzindo para o bom português que os midiotas da exquerda reformista não tem interesse em enxergar, se o mesmo grande rentista financeiro tinha 100 milhões de dólares, agora passou a ter 110 milhões! A narrativa do lulopetismo para seu público de imbecís, é de que o “mercado reagiu negativamente” a continuidade do governo neoliberal da Frente Ampla. Precisa ser muito parvo para repetir as asneiras vociferadas por esse “time” do “voto crítico” em Lula&Alckmin…
Não por coincidência o governo burguês de turno prometeu comprar “dívidas podres” no valor de 300 bilhões de Reais, em poder do sistema bancário nacional. Por sinal esses títulos “sem fundo” e sem valor algum no mercado financeiro, farão a festa não só dos banqueiros da Faria Lima, mas também dos “investidores” de Wall Street…
Para não deixar dúvida alguma sobre a euforia do rentismo com a manutenção do governo neoliberal por mais 4 anos, a Federação Brasileira de Bancos, Associação Brasileira de Bancos e a Zetta (entidade que reúne fintechs) parabenizaram o presidente Lula da Silva e o vice Geraldo Alckmin pela reeleição. O presidente da Febraban, Leandro Vilain, afirmou que:“Saúda o processo democrático brasileiro com a conclusão de mais um bem-sucedido pleito eleitoral”. Os bancos brasileiros estão em primeiro lugar no mundo em lucratividade financeira, as custas do super endividamento brasileiro, da população e do próprio governo federal, dos estados e municípios.
Para corroborar com a farsa eleitoral, o consórcio da mídia corporativa noticiou hoje que a “Bolsa de Valores derreteu com o triunfo de Lula”, o que foi reverberado pela exquerda como prova da “antipatia” do mercado com o parceiro Lula. Nada mais falso dizer que a forte queda na cotação das ações bursáteis em um dia representem qualquer tipo de “pânico”. A Bolsa de Valores funciona como uma gangorra, para realizar seus lucros precisa “zerar” as cotações em algum momento para voltar a subir depois. Vejamos nos próximos dias como se comportarão as “blues chips”(ações mais rentáveis) para tirar as verdadeiras conclusões marxistas da recondução do neoliberal petista à gerência do Estado capitalista…
