60 ANOS DA FUNDAÇÃO DOS “PANTERAS NEGRAS”: RESGATAR SUA COMBATIVIDADE ARMADA E DENUNCIAR A DEGENERAÇÃO IDEOLÓGICA DA EX-DIRIGENTE ANGELA DAVIS 

LBI

Veteranos do emblemático partido dos Panteras Negras, organização guerrilheira norte-americana para a autodefesa, reuniram-se na ultima quinta-feira(15/10)por ocasião do 60º aniversário da fundação do combativo movimento político antirracista. O encontro ocorreu em Oakland, na Califórnia, para destacar os programas que implementaram com o objetivo de apoiar a população negra, devastada pelo terrorismo dos soberanistas ianques e pela exploração econômica capitalista. Huey P. Newton e Bobby Seale eram estudantes no Merritt College, em Oakland, quando fundaram os Panteras Negras, em 15 de outubro de 1966.

Desde clínicas médicas gratuitas e iniciativas em nível nacional para promover exames de detecção da anemia falciforme, até o fornecimento de café da manhã gratuito para crianças e a criação de escolas que fomentavam a educação e a alfabetização, os Panteras Negras compreenderam as necessidades de uma época marcada por crimes racistas, a década de 1960, observou Fredrika Newton, viúva do cofundador Huey P. Newton: “Buscávamos suprir as necessidades básicas da comunidade negra; não apenas da comunidade negra, mas de todas as comunidades oprimidas”.

Para este fim de semana de outubro está programada uma conferência de quatro dias que inclui um “evento de gala”, do qual se espera a participação de membros fundadores dos Pantera ainda vivos e de outros veteranos da organização guerrilheira. 

Com Newton como “ministro da defesa” e Seale como presidente do partido, os Panteras Negras nunca esperaram nada de ninguém, nem de instituições privadas, nem de ocupantes de cargos públicos. Os militantes dos Panteras puseram a “mão na massa” para melhorar a vida dos moradores negros de Oakland. Além disso, opuseram-se à repressão policial contra a população negra. “Sabíamos que a população negra estava sendo vítima da brutalidade policial’” afirmou Fredrika Newton.

A organização armada foi dissolvida em 1982, após anos de uma campanha de crimes e ataques violentos por parte dos aparatos repressivos do Estado imperialista. Desgraçadamente muitos de seus antigos dirigentes renunciaram ao comunismo, aderindo ao reacionário programa identitário dos Democratas “progressistas”, como é o caso da lendário Angela Davis.