OS “RADICAIS” DO PSOL: SÃO A BANCADA EXQUERDA DA SOCIAL DEMOCRACIA LULISTA 

LBI

Lançada em julho, a chamada “Bancada da Esquerda Radical” do PSOL, reúne parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (MES), e de outras figuras ultra oportunistas como o deputado Glauber Braga. Completam ainda o “time radical” o neostalinista Jones Manoel, que acabou de romper com o PCBR. Apresentam- se como mais à esquerda não só do PT, mas do que a própria direção majoritária do PSOL, e falam até em “socialismo”, ou melhor em “utopia socialista” para um futuro bem distante. Entretanto este bloco de candidatos sedentos por postos no parlamento burguês, está mesmo a serviço de amealhar votos para a Frente Ampla neoliberal de Lula, com “tudo dentro”: Alckmin, Marina, Tebet, João Campos, Cid Gomes, Juliana, Brizola, etc…

Lançaram um manifesto com “dez medidas” para um governo de “esquerda, mas na verdade é uma plataforma “desenvolvimentista” de um imaginário “capitalismo humanitário”. Por exemplo, diante da suposta “guerra tarifária” de Trump, o bloco propõe “Revisar acordos comerciais que limitem a política industrial, tecnológica e de compras públicas do país” e “Restabelecer a capacidade do Estado de utilizar tarifas, conteúdo local, subsídios e instrumentos de política industrial sem restrições externas”, qualquer semelhança com as propostas do petista Aluísio Mercadante(presidente do BNDES) não é mera coincidência. 

A mesma orientação política vale para a medida que melhor expõe o sentido estratégico do “programa radical”, que não passa de um arrazoado Social Democrata: “Reestatizar setores estratégicos, garantir soberania energética e criar a Terrabras”. Nenhuma palavra sobre o controle operário, e muito menos da construção de organismos de poder proletário para garantir a execução concreta de qualquer medida minimamente progressista em relação ao confronto com o establishment 

Em relação às “Bigtechs”, ou melhor dizendo sobre a hegemonia do Deep State em nosso país, o bloco de arrivistas propõe ingenuamente criar “redes sociais nacionais” e “regulamentar as plataformas”. Uma defesa acabada do seu nacionalismo pequeno- burguês imperializado. A tecnologia do controle social ideológico, só poderá ser suprimida se esses monopólios imperialistas  forem totalmente expropriados e colocados sob o controle da classe trabalhadora.

 No “manifesto dos radicais”, misteriosamente não aparece o nome de Lula. O silêncio não é acidental. Os signatários do bloco fazem campanha frenética por sua reeleição, justificando uma inexistente ameaça fascista que estaria para “tomar o poder no país”. Não seria oportuno perguntar a estes senhores da picaretagem “socialista” que a ameaça da “extrema direita” bolsonarista, foi a mesma que depositou milhões de reais dos “cofres públicos” nas contas bancárias do PSOL entre os anos de 2019 e 2022, exatamente no mesmo período do temível “governo fascista”…