TRUMP, A CIA E OS “BOLIVARIANOS”: QUEREM TRANSFORMAR A VENEZUELA EM UMA “REPÚBLICA BANANEIRA” 

LBI

O sequestro de Nicolás Maduro em janeiro de 2026 não foi propriamente um “golpe militar” de uma potência estrangeira contra um chefe de Estado. Os eventos políticos subsequentes mostraram que círculos bolivarianos muito próximos ao presidente venezuelano aguardavam aquele momento para tomar o controle do Palácio de Miraflores e embarcar em uma trajetória de completa subserviência ao imperialismo ianque.Desde então, as ações da presidente traidora Delcy Rodríguez não permitem mais a desculpa de “manobras táticas” ou a metáfora do “mal menor”, como quer passar “goela abaixo” dos incautos reformistas o jornalista Breno Altman. 

O que se desenrolou em Caracas, com reformas legislativas, reuniões em Nova York e um discurso na ONU de “cooperação estratégica” com a Casa Branca, proferido a poucos quilômetros da prisão onde o presidente legítimo está detido, é uma traição flagrante a classe operária mundial.

O processo bolivariano, ou seja a radicalização do nacional burguês foi deliberadamente abandonado e os setores econômicos estratégicos do país estão sendo entregues ao capital financeiro internacional em ritmo acelerado.

Durante anos, o discurso oficial do Chavismo considerou Washington como o inimigo principal, o imperialismo iam que os sufocava, bloqueava e conspirava contra a nação venezuelana. Essa perspectiva programática permitiu a estruturação de alianças políticas e a unificação do proletariado em defesa da soberania nacional,formando uma identidade política anti-imperialista. 

A realidade da luta de classes que a Venezuela vivencia atualmente, após a ocupação “acordada” de 3 de janeiro, é radicalmente diferente. A nova camarilha bolivariana agora no governo abraça o agressor imperial e entrega os recursos petrolíferos do pais para as corporações transnacionais.

A verdade é que o lacaio pró-imperialista não estava na embaixada dos EUA, mas no círculo íntimo chavista do presidente Maduro. Mais especificamente, dentro do Palácio de Miraflores. 

A “dinâmica de aço” da luta de classes se acelerou, e a realidade é nua e crua. Não se tratava de uma manobra diplomática de “sobrevivência”, Delcy Rodríguez  é uma asquerosa “vende-pátria”.

A presidente temporária simplesmente assumiu o cargo para liquidar o regime nacionalista burguês e abrir a Venezuela para as ações terroristas da CIA e do Deep State ianque.