DELEGADO GERAL DA POLÍCIA CIVIL E CHEFE DA PERÍCIA FORENSE DO GOVERNO PETISTA: AMBOS ATUAM COMO “ADVOGADOS DE DEFESA” DOS ASSASSINOS DE ISABELLE

LBI

A entrevista coletiva do Chefe da Perícia Forense do Ceará, Júlio Torres e do Delegado‑Geral da Polícia Civil do governo Elmano de Freitas (PT), Márcio Gutiérrez, anunciando no último dia 23.09 que as “investigações, provas e evidências” os fizeram chegar a conclusão definitiva que a jovem Isabelle havia se suicidado (nas cínicas palavras literais dos próprios ela havia cometido uma “precipitação voluntária”), foi uma verdadeira peça midiática farsesca montada com o objetivo de acobertar o crime vil praticado por João Munhoz Neto e sua maẽ, Sara Regina. 

Podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que Júlio Torres e Márcio Gutiérrez, ocupantes de postos chaves no aparato de segurança do estado do Ceará, atuaram como verdadeiros “advogados de defesa” dos assassinos, cuja família oligárquica tem íntima relação com o governo Elmano e seu mafioso aparato de repressão estatal, além de também ter o suporte de importantes escritórios de advocacia contratados justamente para acobertar crimes da elite dominante local. Não por acaso Sara Regina Munhoz ocupava um alto cargo de confiança na corrupta Secretaria de Administração Penal (SAP) e seu filho, que se passava como advogado sênior para se aproximar de Isabelle, era “gestor” de um desses escritórios para “vips”, valendo-se da influência do avô que foi conselheiro da OAB.

A fala em especial do Perito Geral do Ceará foi uma prova flagrante da farsa: Júlio Torres, claramente nervoso ante a mentira que encenava para a grande mídia corporativa, declarou que uma “câmera” havia confirmado a “dinâmica” de que Isabelle havia pulado do “RoffTop” voluntariamente. Ocorre que a tal câmera estava na verdade instalada próximo à grade da piscina, na área do solo em que o corpo caiu! Pela versão das “autoridades” Isabelle “pulou” do 23º andar onde não há qualquer câmera ou registro visual do ocorrido. O próprio perito geral, em um “ato falho”, disse na coletiva que Isabelle havia se jogado do apartamento de João, para logo depois pedir “desculpas” pelo engano… 

Ficou evidente na coletiva de imprensa que os representantes do governo Elmano arvoram para se o monopólio da verdade, ou seja, tratam sua versão estatal inverossímil como se fosse “a verdade”. As outras possibilidades reais levantadas por peritos independentes e jornalistas da mídia alternativa foram tratadas como “Teoria da Conspiração”. Já vimos esse engodo na ditadura militar e, agora, nos escândalos envolvendo a máfia togada do STF em plena democracia dos ricos, como no caso da morte também por suposto “suícídio” do “Sicário” do banqueiro Vorcaro, “suicidado” em plena cela da PF do governo Lula como parte da “queima de arquivo” para encobrir os crimes nos altos escalões dos podres poderes da república burguesa.

Na coletiva, o vídeo completo de todo o ocorrido em todas as câmaras do circuito interno do condomínio, sem cortes, não foi disponibilizado, a conduta absurda da síndica acobertando o ocorrido não foi questionada, a ausência de ordem para isolamento do apartamento pela polícia sem permitir o acesso de João sequer foi ventilada, não foram apresentadas de fato provas ou evidências robustas que confirmassem as falas do perito e delegado, não se explicou nada sobre a demora de João na “missa” ou sua ida para a rodoviária de Fortaleza (um espaço de tempo de aproximadamente 2hs!!!), a troca de suas roupas entre a saída e a chegada no condomínio, o conteúdo da conversa de membros da família Munhoz no subsolo com a equipe da Perícia/Polícia que ordenou o transporte do corpo par o IML sem documentação na condição de indigente, a razão de João ter mandado limpar imediatamente o aparamento após a morte de Isabelle (pondo o imóvel a venda), alterando a cena do crime ou mesmo porque ele retirou a câmara da porta de seu apartamento e a escondeu com parentes… 

Os dois representantes do governo Elmano apenas confirmaram oficialmente a versão de suicídio já repassada à exaustão pelo venal grupo de comunicação Verdes Mares filiado a Rede Globo e seu jornal Diário do Nordeste (com tem relações de favores com o clã Munhoz há décadas) que exibiu as imagnes manipuladas como aferiram vários peritos independentes.

Não esqueçamos que a vizinhança ouviu uma discussão forte no elevador no dia do crime, João várias vezes olhou para as câmaras do circuito interno como se estivesse em fuga após sair rapidamente do apartamento (sem se saber o paradeiro dos outros membros da família…) e Isabelle gravou inúmeras mensagens para parentes horas antes de sua morte, deixando registrado que estava pressionada, perseguida e sendo alvo da sanha de um “homem doente”, alertando que se algo acontecesse como ela o seu manorado seria o responsável. No áudio, Isabelle afirma, em diferentes momentos, que ele seria “um louco”. Em outro trecho, Isabelle diz que não podia sequer ir à farmácia sem que o namorado demonstrasse ciúmes. Segundo o relato feito no áudio, quando alguém olhava para ela, João “olhava feio” e, em algumas situações, “dava murro na mesa”. Precisa-se de maiores evidências que não se matou, que foi um vítima de assassinato?

Todos esses elementos demonstram cabalmente que os chefes tanto da Perícia Forense como da Polícia Civil do governo Elmano de Freitas transformaram a inverossímil versão de suicídio apresentada pelos advogados de defesa de João Munhoz Neto como o resultado oficial das investigações para acobertar os criminosos. Desta forma, retiram de fato qualquer responsabilidade direta dos assassinos pela morte de Isabelle, já que segundo eles, a jovem havia cometido uma “precipitação voluntária”, ou seja, se jogou voluntariamente do prédio sem a ação direta de João concorrer para o ato mortal. 

Do ponto de vista legal e jurídico essa posição canalha dos homens que comandam a Perícia e a Polícia Civil no governo Elmano inocenta os assassinos ou, pelo menos, reduz em alto grau qualquer responsabilidade direta com o ocorrido, minimizando a possibilidade de rigorosa pena para os criminosos, João, seu irmão e sua mãe doentia e cúmplice! Esse cenário era tudo que os advogados de defesa queriam, tanto que já ingressaram com o pedido de Habeas Corpus logo após a coletiva de imprensa!

O Blog da LBI denuncia, mais uma vez, a farsa em curso que tem o aval direto do governador do Estado do Ceará, Elmano de Freitas, já que o encobrimento de um crime desse nível de repercussão significa mais que negligência, trata-se de uma conduta abjeta inaceitável voltada a proteger os criminosos!