A heróica greve dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal (CEF) entrou na terceira semana! Diante da combatividade dos bancários, o governo neoliberal de Lula acionou o famigerado TST para assumir o papel central de forçar o retorno ao trabalho. Tanto que a corrupta “Corte” marcou para a próxima terça-feira (29.09), o julgamento do dissídio coletivo envolvendo a CEF e seus empregados, que estão em greve nacional desde 10. A decisão ocorre após mais uma tentativa dos pelegos da Contraf-CUT sabotar a paralisação via a mediação realizada pelo próprio tribunal, manobra que felizmente terminou sem acordo entre a direção direitista do banco e trabalhadores por pressão da base da categoria, como a militância da LBI defendeu nos atos, manifestações e assembleias.
Com o impasse, produto da resistência dos trabalhadores e a contragosto dos pelegos da burocracia sindical da CUT e CTB, a Caixa decidiu levar o caso à Justiça do Trabalho por meio de um dissídio coletivo, instrumento usado pelos patrões para forçar o fim do movimento, impondo sua ilegalidade por exemplo.
A principal luta é em defesa do “Saúde Caixa”, plano de assistência médica dos trabalhadores do CEF. Os empregados rejeitaram três propostas ridículas apresentadas pelo governo burguês de Lula e a direção neoliberal da Caixa. Há uma forte pressão para alterar o modelo intergeracional (onde todos pagam o mesmo valor) para um modelo de mercado, onerando os funcionários mais antigos com aumento expressivo de custos: os trabalhadores sofrem com o custeio de 13 mensalidades anuais e o aumento de taxas para dependentes.
O governo Lula fez sua parte para detonar a greve: ameaçou os bancários da Caixa com ultimatos, retirada de direitos, suspensão de pagamentos de benefícios e reajustes como VR/VA, limitar o Saúde Caixa a 60 dias. No entanto, essa chantagem provocou mais indignação dos bancários e reforçou a greve.
A Contraf reforçou as ameaças da Caixa, fazendo uma defesa desavergonhada para acabar com a greve quando, a presidenta do Sindicato dos Bancários de SP e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, afirma que “… precisamos trazer para os colegas o que implica rejeitar esta proposta e também o ACT. Sabemos que tem muita insatisfação, principalmente sobre o Saúde Caixa, um dos pontos mais discutidos durante toda a campanha. Tentamos de todas as formas separar o Saúde Caixa do ACT, mas a Caixa se negou, o que acaba por deixar nosso acordo em risco.”
Tudo inútil frente à disposição de luta dos companheiros da Caixa que é um exemplo de resistência aos ataques ao plano Saúde Caixa e as condições de trabalho, promovidos por Carlos Vieira, presidente da CEF, indicado pela direita golpista de Arthur Lira e nomeado pelo governo neoliberal de Lula.
Os bancários da Caixa estão em greve desde o dia 10 e se torna mais forte a cada novo ataque, principalmente, quando a questão é a defesa do plano Saúde Caixa, passando por cima, inclusive, de suas direções sindicais pelegas!
É fundamental romper com a política de conciliação de classes das direções sindicais governistas, completamente acovardadas, cooptadas e domesticadas pelo cretinismo eleitoral. Precisamos exigir a unificação das greves pela base, com métodos de ação direta para forjar uma grande vitória da classe trabalhadora contra seus algozes seja de direita ou de esquerda e, desse modo, construir uma nova alternativa de direção classista que esteja à altura da combatividade das massas.
