No início de sua reunião de cúpula com Donald Trump na Casa Branca, o presidente chinês Xi Jinping delineou os termos estratégicos para um entendimento mútuo que, segundo o burocrata restauracionista: “Afastariam as duas superpotências da possibilidade de futuros conflitos militares e as encaminhariam para um caminho de benefício mútuo”.
“As premissas para alcançar o grande rejuvenescimento da nação chinesa e tornar a América grande novamente caminham juntas e devem ser nosso objetivo” declarou-se Xi, citando o reacionário slogan político da extrema direita ianque. O presidente chinês deixou claro que os BRIC’s, tão decantado pela exquerda reformista como um “novo mundo”, é mais um apêndice econômico da Governança Global do Capital Financeiro: “Devemos coexistir pacificamente. A China e os Estados Unidos, como duas grandes potências, podem vencer por meio da cooperação e perder por meio do confronto. Nossos dois exércitos devem manter um diálogo regular e aprimorar os mecanismos de comunicação e prevenção de crises.”
As propostas do governo do “Partido Comunista” para reduzir as tensões e que também incluíam o convite a 100 mil jovens norte-americanos para visitar a China em programas de intercâmbio estudantil, surgem em meio a um período de cooperação entre as duas potências imperialistas.
Anteriormente, Trump havia recebido Xi e sua esposa, Peng Liyuan, na Casa Branca, observando que ele era o primeiro líder chinês a fazer uma segunda visita de Estado aos Estados Unidos. A visita anterior ocorreu em 2015, durante a presidência de Barack Obama.
Trump afirmou ter forjado “uma amizade verdadeiramente grandiosa com Xi. O presidente Xi e eu fizemos progressos extraordinários nas questões que afetam nossos dois países”. O genocida Republicano afirmou que a visita atual incluiria discussões sobre segurança, tecnologia e inteligência artificial, que ele chamou de “superinteligência”, um termo que introduziu em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas na terça-feira.
A cerimônia de boas-vindas na Casa Branca ocorreu depois que Trump tomou a medida incomum de ir à Base Aérea de Andrews, em Maryland, na noite anterior, para cumprimentar o líder chinês e sua esposa na pista de pouso. Trump afirmou que Xi e sua esposa, Peng Liyuan, foram recebidos na Casa Branca com “honras nunca antes vistas neste século”. Uma trégua acordada entre Trump e Xi na Coreia do Sul no ano passado, com o objetivo de manter as tarifas de importação mais baixas, expiraria em novembro, mas foi prorrogada até fevereiro “como prova de amizade entre os dois países”, afirmou o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.
Apesar da suposta guerra comercial entre os dois governos, as importações chinesas para os Estados Unidos continuaram a aumentar. A China caminha para registrar um déficit comercial de US$ 1 trilhão pelo segundo ano consecutivo. Com esse enorme fluxo econômico favorecendo a burguesia ianque, fica cristalino que o regime capitalista chinês “controlado” possui estreitos laços com o imperialismo norte-americano.
