Os juros extorsivos cobrados pelos pelo sistema financeiro do país às pessoas físicas no crédito livre continuam subindo, apesar de toda demagogia populista eleitoral do governo neoliberal Lupetista. A agiotagem institucional dos rentistas já atingiu em média, 64% ao ano no último mês de junho, corroendo a renda das famílias trabalhadoras e elevando a inadimplência do povo pobre. O mais cretino deste cenário, que equivale a uma verdadeira tragédia econômica para o proletariado, é que está ocorrendo em meio a grande farsa midiática do Plano Governamental “Desenrola”, que hoje foi prorrogado por mais 30 dias, até o final de agosto. O “Desenrola 2.0”… desenrolando para os banqueiros vem tungando o saldo do FGTS dos trabalhadores e transferindo a suposta “quitação das dívidas” para os bancos, porém a “negativação” dos nomes e cpf’s dos agora “adimplentes” continuar a constar em uma lista interna do Banco Central, chamada de “Registrato”.
Segundo os dados de Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas nesta quinta-feira (30/07) pelo próprio Banco Central (BC), o endividamento das famílias situou-se em 49,8% em maio, o comprometimento de renda aumentou na comparação com abril, situando-se em 28,5%, e a inadimplência ficou em 5,6%.
Mas o achaque ao povo brasileiro não não para por aí não! A ditadura togada do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a mesma do “queridinho Xandão”, acaba de aprovar novas regras para execuções sumárias dos inadimplentes bancários, ou seja a maioria das famílias proletárias. Agora as dívidas com um determinado banco podem ser executadas sumariamente em qualquer conta no nome do devedor, mesmo que esteja em outro banco , por via de uma ação judicial, em menos de três meses! Ou seja, ou você é extorquido pelo “Desenrola”, ou você é confiscado pelo banco cobrador…
Altas taxas de juros impostas pelo governo neoliberal do PT elevaram a inadimplência e o endividamento dos trabalhadores brasileiros a níveis asfixiantes. E a “porta de saída” para esta situação apontada por Lula aos trabalhadores é o aumento do enforcamento financeiro, ou as “garras” da justiça burguesa para expropriar o pouco que ainda sobrou para a mínima sobrevivência…
