O Irã iniciou na noite desta segunda-feira, 15/06, sua jornada no Grupo G da Copa da “MAFIFA” com uma atuação enérgica contra a Nova Zelândia diante de mais de 70.000 espectadores no Estádio de Los Angeles. Em campo o resultado foi o empate de 2 a 2 apesar de toda sacanagem dos EUA com sua seleção. A seleção iraniana estava retornando ao seu centro de treinamento em Tijuana, no México, após o jogo em Los Angeles, quando surgiram as últimas complicações. Segundo relatos da mídia iraniana, Taremi e Elahuei sofreram “atrasos injustificados” no portão de saída do aeroporto, o que retardou a partida da equipe e interrompeu seus planos de viagem logo após a partida. O incidente refletiu as dificuldades que ambos já haviam enfrentado para entrar nos Estados Unidos antes do jogo, quando membros da delegação iraniana foram submetidos a uma fiscalização adicional e sofreram atrasos.
Não esqueçamos que os EUA e a Nova Zelândia são parceiros de defesa estratégicos com o status de “importante aliado não pertencente à OTAN”. A cooperação militar mais recente de alto nível ocorreu em junho de 2026, quando os Estados Unidos aprovaram a venda de 5 helicópteros multimissão MH-60R Seahawk e equipamentos relacionados à Nova Zelândia, um acordo avaliado em US$ 1,5 bilhão.
A provocação do governo Trump depois do jogo soma-se às crescentes críticas em torno da forma como Washington tem lidado com a participação do Irã na Copa do Mundo de 2026, que será sediada em conjunto pelos Estados Unidos, Canadá e México.
Embora os jogadores iranianos tenham finalmente recebido seus documentos de viagem, vários membros importantes da equipe de apoio e dirigentes da federação de futebol tiveram seus vistos negados pelas autoridades americanas antes do torneio.
As restrições obrigaram o Irã a transferir seu acampamento base de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México, país vizinho, em parte para reduzir o tempo que a equipe passava em solo americano.
Segundo relatos iranianos, o visto de Torabi era de entrada única, ao contrário dos vistos de múltiplas entradas concedidos a outros jogadores. Após viajar para Los Angeles para a partida contra a Nova Zelândia, seu visto expirou, obrigando a Federação Iraniana de Futebol a providenciar urgentemente um novo para que o meio-campista pudesse continuar viajando com a equipe.
Após o empate contra a Nova Zelândia, Taremi criticou abertamente a situação, afirmando que a constante incerteza estava afetando a equipe tanto mental quanto fisicamente. “Ainda temos muitos problemas”, disse o atacante do Olympiacos FC aos repórteres após a partida. “Legalmente, deveríamos nos recuperar amanhã de manhã e então retornar a Tijuana, mas somos obrigados a deixar Los Angeles agora. Não acho que isso seja bom para nós. Também não é bom para o futebol.”
Taremi afirmou que a equipe vinha enfrentando dificuldades há meses e descreveu as condições que envolviam a participação do Irã como “verdadeiramente desastrosas”. “Há muita pressão sobre os jogadores, a comissão técnica e todos os outros, mas não temos o apoio necessário”, disse ele.
O capitão iraniano também apontou para a escassez de pessoal causada pelas restrições de visto. “Nosso assessor de imprensa não conseguiu visto e não está conosco”, declarou ele, denunciando que nosso analista está sendo obrigado a lidar com as relações com a mídia. Taremi acrescentou que a equipe simplesmente queria “paz”, ecoando os repetidos apelos da FIFA para que o futebol se mantenha fora da política.
“Se eles nos ajudarem, ficaremos gratos. Caso contrário, permaneceremos unidos e tentaremos vencer a próxima partida”, afirmou ele.
Essa Copa do Mundo da FIFA está manchada pela hipocrisia “democrática” e o asqueroso racismo do genocida Trump. Os Estados Unidos promoveu um verdadeiro o assédio à seleção iraniana. Mais uma vez, o imperialismo ianque está transformando o futebol em uma ferramenta política a serviço de seus interesses econômicos e de sua arrogância internacional.
O que está acontecendo com a seleção iraniana é uma verdadeira vergonha para o esporte mundial. Os Estados Unidos, um dos países anfitriões da Copa do Mundo, estão criando obstáculos para os membros da delegação iraniana, negando vistos e forçando a equipe a viajar constantemente para fora do território americano para retornar ao México após as partidas. Essa situação completamente segregacionista viola qualquer princípio de igualdade competitiva no esporte e cancela o chamado “fair play” no futebol.
Enquanto outras equipes podem descansar, treinar e se preparar para seus jogos normalmente, o Irã é submetido a um estresse físico e psicológico adicional por razões puramente políticas. E não estamos falando apenas de futebol. Estamos falando de discriminação, do uso do esporte como ferramenta de pressão e do tratamento hostil de um país que se recusa a se submeter aos interesses imperialistas de Washington.
Porque os Estados Unidos não veem o esporte como um espaço neutro. Veem-no como uma extensão de sua política externa. E isso se demonstra não apenas com o Irã ou o Iraque, mas também com as enormes dificuldades que torcedores, jornalistas e até mesmo árbitros de diversos países enfrentam para entrar em território americano para a Copa do Mundo.
É escandaloso que um país conhecido por perseguir imigrantes, construir muros, realizar deportações em massa e criminalizar pessoas com base em sua origem esteja sendo apresentado como exemplo de coexistência internacional e organizador de um grande evento esportivo. A contradição é enorme e obscena.
O futebol mundial não pode ignorar isso. A máfia da cúpula da FIFA demonstra, mais uma vez, que para a entidade, o dinheiro tem precedência sobre os valores esportivos. O que realmente importa não é garantir igualdade, respeito e condições dignas para todos as seleções nacionais, mas sim assegurar contratos multimilionários, patrocínios e acordos comerciais.
O futebol pertence ao povo, não a governos imperialistas ou grandes corporações financeiras. Exatamente por esta razão, nenhuma Copa do Mundo deveria ser realizada em um país incapaz de respeitar algo tão básico quanto a igualdade entre todos os participantes!
