Donald Trump desembarcou em Pequim na última quarta-feira acompanhado e “subordinado” por dezessete CEO’s das corporações financeiras norte-americanas, não deixando dúvidas de que viajava como agente de uma decadente burguesia industrial ianque, que é hoje um elemento subalterno do rentismo globalizado.
O mesmo Trump já havia estado na China em uma visita anterior, no ano de 2017, durante seu fracassado mandato anterior. A natureza social da delegação estadunidense e o objetivo declarado da empreitada (“abrir a economia da China”) ao capital financeiro serviram para dissipar outro “mal-entendido”, o de que Trump estaria embarcando como um adversário em meio a uma “feroz guerra comercial”.
Assim que Trump iniciou sua viagem de retorno aos EUA, a mídia corporativa internacional noticiou que o reacionário presidente norte-americano e seu “parceiro comunista” chinês haviam chegado a um importante acordo sobre a conjuntura mundial, e não se tratava de nenhuma questão comercial, mas sim acerca do Irã. Trump e Xi Jinping decidiram que o país persa e sua Guarda Revolucionária jamais poderia possuir um artefato bélico nuclear, ou seja, a bomba atômica. Desta forma, o objetivo declarado da reunião de cúpula foi plenamente alcançado: Estabilizar as relações bilaterais entre as duas potências imperialistas.
A burocracia stalinista chinesa concedeu um tratamento “VIP” a um dirigente imperialista e criminoso de guerra que assassina e sequestra líderes de Estados nacionais soberanos, que rotineiramente ameaça exterminar sociedades inteiras e insinua o uso de armas nucleares contra populações civis. E o mais aterrador de tudo, a exquerda reformista “bateu palmas”’para essa conduta canalha dos ex-maoistas, em nome da apologia de um “mundo multipolar”, ou melhor dizendo um mundo com dois polos imperialistas.
Mas, apesar de toda essa bajulação a Trump, a cúpula chinesa não alcançou nenhum avanço comercial ou político com os EUA, muito pelo contrário os vassalos separatistas de Taiwan passaram a “mostrar os dentes” com mais intensidade depois da visita do fascista psicopata da Casa Branca,
Os EUA enfrenta uma irreversível crise política, social e econômica, cada vez mais profunda. A dívida nacional dos EUA atingiu 100% do Produto Interno Bruto (PIB), um ano após o último de três rebaixamentos distintos da classificação de risco pelas principais “agências” do rentismo. A “estabilidade” da China capitalista, contando com a exploração e controle social do proletariado, passou a ser um desaguadouro seguro para o capital financeiro internacional, anteriormente ancorado na América do Norte.
