A exquerda lulopetista teve um verdadeiro “orgasmo político” com as “revelações” dos áudios e mensagens das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro em que o corrupto candidato da direita burguesa institucional chama o dono do Banco Master de “irmão” nas tratativas para receber dinheiro do rentista. Salta os olhos que essa mesma exquerda não “abra o bico” e fique em silêncio diante do fato de Vorcaro ter também como “irmão” o petista histórico Guido Mantega… que por sua vez é “irmão camarada” de Lula!
O ex-ministro de Lula, Guido Mantega, foi contratado a “peso de ouro” (R$1 milhão por mês) para comandar uma espécie de conselho consultivo do Master e articulou um encontro de Lula com o banqueiro no final de 2024. O convescote teve “em off” como tema as negociatas envolvendo “mesadas” milionárias de Vorcaro para petistas em troca de apoio ao rentista junto ao BC, STF e outros órgãos do governo federal.
Mantega é uma espécie de “irmão camarada” de Lula no PT. Pestista de longa data, o também economista, professor da FGV e membro do CEBRAP a partir de 1993 trabalhou como assessor econômico direto do então candidato à presidência pelo PT. Em 2002, foi um dos coordenadores do programa econômico do PT. Ocupou vários cargos nos governos burgueses petistas, desde o primeiro mandato de Lula e foi o responsável por, nada mais… nada menos, elaborar o programa econômico do velho pelego traidor em 1989.
Íntimo do séquito palaciano, Guido foi Ministro do Planejamento, Presidente do BNDES e, por fim, premiado tamanha confiança de Lula nele como Ministro da Fazenda nos dois primeiros mandatos de Lula. No primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff continuou no comando da Fazenda. Em resumo, é um homem de confiança do chefe da quadrilha lulopetista, um operador direto das ordens de Lula.
O “irmão” petista de Vorcaro, Guido Mantega, virou um dos principais defensores do Banco Master no staff de poder estatal após a prisão do rentista, tamanha camaradagem ele chegava até a postar mensagens em grupos de Whats App no seleto círculo palaciano para agilizar as demandas do banqueiro que caiu em desgraça. As mensagens postadas por ele passavam a leitura de que Vorcaro caiu porque grandes bancos tentaram barrar seu crescimento, tese político-financeira elaborada pelo próprio “irmão camarada” de Lula.
Com o passar do tempo e as revelações midiáticas de que o Vorcaro operou mediante fraudes e favores por meio da compra milionária de políticos e juízes como Moraes e Tofilli (que atuam no STF alinhados como Lula), Mantega passou a afirmar que o Master não era o único banco a operar com essas práticas “heterodoxas” e que portanto não poderia ser punido por essa “ato sistêmico”, leia-se, um expediente comum nas instituições do regime político burguês e do sistema capitalista, como explicou o “professor-consultor” em defesa do banqueiro.
A exquerda lulopetista, que comemora vibrante ter vindo a público os áudios e mensagens de Flávio e Vorcaro, fica “caladinha”, completamente muda e cega, diante do fato de que Mantega foi contratado pelo rentista para uma espécie de conselho consultivo do banco e articulou um encontro “secreto” de Lula com o banqueiro no final de 2024.
No encontro Vorcaro, orientado por seu “irmão” Guido, se apresentou a Lula como alguém que estava enfrentando a tal “Faria Lima”, uma tese que visa encobrir que a Governança Global do Capital Financeiro controla todos os bancos, as “disputas” de mercado são simplesmente por quem mais assalta o tesouro estatal e rouba dos trabalhadores!
Como seu “irmão camarada” Lula, Mantega foi alvo da famigerada “Operação Lava Jato”. Em 2016, o corrupto TCU responsabilizou Mantega de irregularidades nos repasses do Governo Federal a instituições financeiras, prática que ficou conhecida como “pedaladas fiscais”, cometidas no exercício do mandato de Dilma em 2014, alegação que deu base para seu impeachment.
O TCU inabilitou Mantega para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança no âmbito da Administração Pública… e desde então ele presta seus serviços para empresários e rentistas que desejam se aproximar de seu “irmão camarada” Lula. Foi assim com Vorcaro.
Não por acaso o “irmão-banqueiro” levado pela mão por Mantega ao Palácio do Planalto disse também em mensagem e áudio de Whats App que o encontro com o “irmão-presidente” Lula e ministros do governo em dezembro de 2024 foi “ótimo”. A mensagem está em material obtido pela Polícia Federal (PF) após quebra de sigilo telemático do banqueiro e enviado à CPMI do INSS… mas essas provas a exquerda burguesa Lulopetista não lembra que existem!
No dia 4 de dezembro de 2024, Guido foi ao Palácio do Planalto acompanhado pelo dono do Banco Master embora o nome do banqueiro não tenha sido formalmente registrado na agenda daquele dia. Naquele período, o Banco Master enfrentava dificuldades de liquidez e Mantega operava como um mediador na tentativa de viabilizar a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). Após a conversa com o assessor presidencial, Mantega e Vorcaro solicitaram e obtiveram uma audiência direta com Lula no próprio gabinete presidencial.
O encontro com o “irmão camarada” Lula contou com a participação de outros membros da “famiglia”, figuras do alto escalão, incluindo Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Augusto Lima (então CEO do Master) e Gabriel Galípolo, que na época já havia sido indicado para assumir o comando do Banco Central.
O banqueiro afirma que a reunião foi “muito forte” e envolveu também ministros e Gabriel Galípolo, que à época estava indicado para suceder Roberto Campos Neto na presidência do Banco Central. Lula confirmou que recebeu Vorcaro em Brasília. Segundo o presidente, o ex-ministro Guido Mantega foi quem levou o dono do Banco Master para vê-lo. O encontro não consta na agenda oficial de Lula, tudo feito nas sombras como uma máfia!
As relações íntimas e as negociatas nebulosas entre Vorcaro, Flavio Bolsonaro e seu clã direitista, Lula, Guido Mantega…, ou seja, as tratativas bilionárias do rentismo com os representantes da direita bolsonarista e da exquerda lulopetista provam que todos fazem parte da “grande famiglia” burguesa, uma organização criminosa da classe dominante que no interior do Estado capitalista opera em defesa dos interesses do grande capital, independente do gerente de plantão, seja Lula ou Bolsonaro!
Todos os envolvidos no grande esquema de corrupção estatal burguês são inimigos imediatos e históricos dos trabalhadores que devem ser derrotados nas ruas, lutas diretas de nossa classe e nas urnas, inclusive com o boicote ativo ao circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos!
