CENTRAIS DE ENERGIA BOMBARDEADAS, AEROPORTO DE TEERÃ TOTALMENTE DESTRUÍDO E A CAPITAL SEM ENERGIA POR 12 HORAS: A “LENDA” DE QUE O IRÃ ESTÁ GANHANDO A GUERRA NÃO AJUDA NA DERROTA DO IMPERIALISMO! É URGENTE QUE A RÚSSIA FORNEÇA BATERIAS ANTIAÉREAS, MÍSSEIS E CAÇAS AO REGIME DOS AIATOLÁS!

LBI

É preciso dizer toda a verdade em um momento crucial da luta de classes mundial: O Irã não está ganhando a guerra contra as forças armadas do imperialismo ianque e seu cachorro assassino sionista! O regime nacionalista burguês dos Aiatolás não está derrotado, nem cogita uma rendição humilhante como ocorreu com o Chavismo na Venezuela, entretanto está ainda bem longe de considerar a guerra como uma vitória militar sobre o enclave terrorista de Israel. Apesar da valentia e determinação ideológica da Guarda Islâmica Revolucionária, a desproporção de arsenal bélico e força aérea entre os exércitos é muito grande, a disseminação da “lenda” de que os EUA e Israel estão perdendo o conflito militar não ajuda na derrota do inimigo sionista. O país persa já teve 13 mil alvos estratégicos atacados e destruídos, refinarias, centrais elétricas inoperantes e centenas de generais mortos, além de grande parte da cúpula política do regime assassinada. A resposta militar do Irã tem sido constante, drones e mísseis atingiram instalações comerciais e bases militares dos países árabes “proxys” do imperialismo. Israel tem sido atacada todos os dias causando transtornos enormes para sua economia e forças armadas, porém a “equação das perdas” entre os campos adversários não é simétrica nesta guerra!

O apoio concreto, político e militar, das organizações do Eixo da Resistência, como o Hezbollah Libanês, as Milícias Iraquianas e o governo dos Rebeldes Houthis no Iêmen, tem sido fundamentais para acossar o “monstro sionista”. Israel tem sido atacada por mísseis pelo Eixo da Resistência em todas suas latitudes territoriais, mas não está “morta”, agora mesmo suas forças armadas empreendem uma invasão total em todo sul do Líbano, contando com o suporte do títere jihadista que atualmente governa a Síria. Em Bagdá, as milícias xiitas do Hezbollah Iraquiano já “espremeram” as tropas de ocupação dos EUA para a região controlada pelos Curdos, aliados do Pentágono.

A verdadeira ação militar de solidariedade ativa ao Irã, vinda das organizações que integram o Eixo da Resistência, contrasta frontalmente com a “passividade retórica” dos governos que compõe o Brics, particularmente a China e a Rússia. O gigante asiático está muito preocupado em manter seus negócios em funcionamento na região, exercendo uma pressão constante para manter o Estreito de Ormuz liberado para suas embarcações. Quanto a Pequim prestar alguma ajuda militar ao Irã, essa possibilidade nem passa pela cabeça dos burocratas chineses, que em outra direção acabaram de marcar para o próximo mês um encontro diplomático de cúpula com o açougueiro Trump.

O caso mais escandaloso reside na “cara de pau” do presidente Putin. A segunda potência militar do planeta (talvez até seja a primeira), não cansa de emitir comunicados oficiais do Kremlin condenando a agressão armada dos EUA contra o Irã. Mas quando se trata de exercer o acordo de cooperação bilateral assinado com Teerã, para o fornecimento dos sistemas russos de defesa aérea S-400, ou seus modernos caças Su-57, Moscou declara que não se imiscuirá na guerra, ao contrário do que ferozmente pratica Washington. O mais estarrecedor vindo de Putin, é que em pleno ataque a nação persa, seu governo restauracionista acaba de selar um grande pacote de venda de armas para a Turquia (membro da OTAN!), incluindo a renovação dos sistemas de defesa aérea, entrando os S-400 para sair os já obsoletos S-300. Por trágica ironia, as Forças Armadas do Irã somente contam com esses velhos dispositivos militares, que já estão com a munição esgotada em função dos mais de 30.000 bombardeios aéreos norte-americanos.

O momento da guerra é crítico, e os EUA preparam um ataque territorial tático, com o desembarque de “tropas de elite”, nas ilhas iranianas do Golfo Pérsico. Mais de um milhão de voluntários iranianos já se alistaram para combater na defesa do seu país. Os reacionários governos subalternos árabes também declararam que enviarão seus famélicos soldados para lutar contra Teerã. O tabuleiro da guerra já não envolve somente o Irã, o conflito armado está deflagrado em todo o Oriente Médio.

Para os que os vivem de “sonhos bricianos”, como a exquerda reformista, não é demais recordar que o ataque militar imperialista contra a Iugoslávia, no final dos anos 90, durou quase três meses, e apesar da firme resistência do então regime nacionalista de Belgrado, o país teve que ceder sendo literalmente esquartejado na sequência. Hoje nem mais existe a Iugoslávia, assim como a Líbia e muito provavelmente logo a Síria, é exatamente esse o objetivo da Casa Branca para o Irã. Está na hora de passar da diplomacia passiva, da demagogia pacifista, do triunfalismo derrotista para a ação direta, ou seja, organizar e armar as brigadas internacionalistas para combater junto a Guarda Revolucionária, ao lado dos Houthis, Hamas e Hezbollah, na perspectiva concreta de derrotar a ofensiva criminosa do imperialismo ianque.