A organização guerrilheira Hamas se opõe vigorosamente ao desarmamento em Gaza, afirmando que, enquanto a ocupação do enclave israelense continuar, os palestinos serão “presas fáceis para o regime sionista”. “Com nosso povo ainda sob ocupação, falar em desarmamento é uma tentativa de torná-lo presa fácil para Israel, que possui todo o armamento do mundo”, declarou Khaled Meshaal, dirigente político do Movimento de Resistência Armada Palestina (Hamas) no exterior, durante um discurso no segundo dia do Fórum da rede Al Jazeera em Doha.
O dirigente da Resistência Palestina enfatizou que “quaisquer discussões futuras sobre o assunto devem ocorrer somente dentro de uma estrutura que garanta a reconstrução, a ajuda humanitária e a não retomada da guerra em Gaza.”
Meshal concluiu: “Se quisermos falar sobre isso… é necessário criar um ambiente que permita a reconstrução e o socorro, e que garanta que a guerra entre Gaza e a entidade sionista não recomece. Essa é uma abordagem lógica, e o Hamas — por meio dos mediadores Catar, Turquia e Egito, e por meio de diálogos indiretos com os americanos via mediadores — chegou, ou está prestes a chegar, a um entendimento sobre a perspectiva do Hamas a esse respeito. Sim, isso exige um grande esforço, não uma abordagem de desarmamento”.
Os Marxistas Leninistas da LBI tem grandes diferenças programáticas com o Hamas, porém não utilizamos essas divergências políticas e ideológicas com a direção da Resistência Palestina para nos excluirmos de permanecer incondicionalmente no campo militar de todas as organizações que combatem pela destruição total do enclave sionista de Israel.
