TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO NA CHINA: XI JIPING PÕE TANQUES NAS RUAS DE PEQUIM PARA CONTER A REBELIÃO ARMADA DE GENERAIS DISSIDENTES

LBI

Uma tentativa de Golpe de Estado na China, operado por dois generais do alto escalão das Forças Armadas, que ocorreu no sábado passado (24/01), causou surpresa na população civil de Pequim, ao ver o deslocamento de tropas e tanques nas ruas da capital mais populosa do planeta. A gravidade da situação política acontece pelo fato do principal golpista, Zhang Youxia, ser o vice-presidente da Comissão Militar Central, cuja presidência é ocupada pelo próprio presidente Xi Jinping. O comandante Youxia também é membro do Birô Político do Comitê Central do PCCh (instância máxima do Partido Comunista da China). O outro general sob acusação de golpe é Liu Zhenli, chefe do Departamento de Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

Desde que Xi Jinping assumiu a liderança do suposto “Partido Comunista” em 2012,  na verdade uma burocracia restauracionista, expurgou mais de 200 mil militares, incluindo mais de 110 generais. Porém o recente “expurgo” dos golpistas é o mais significativo do comando militar chinês desde a Revolução de 1949. Além dos líderes políticos e militares da tentativa de golpe, o “expurgo” está visando a indústria de defesa e centenas de comandos operacionais do gigantesco exército do “Dragão Asiático”.

Este não é um caso simples de corrupção, como vem sendo noticiado pela exquerda reformista e sua mídia Social Democrata. Não se trata apenas de uma reorganização burocrática, mas sim de uma série de demissões políticas em larga escala iniciadas por Xi Jinping em 2023. Isso marca o início de uma nova estratégia político-militar dentro do exército, que também visa impedir o vazamento de informações confidenciais para Taiwan e os Estados Unidos.

Em 2022, um relatório do Centro de Estudos Aeroespaciais da Universidade da Força Aérea dos EUA divulgou informações excessivamente detalhadas sobre a artilharia de mísseis da China, incluindo mísseis nucleares. Segredos militares estavam sendo vazados para Taiwan e os Estados Unidos.

Zhang Youxia, há muito era considerado um aliado político próximo de Xi Jinping, encabeçou o motim militar. Entretanto, à medida que a investigação da burocracia “comunista” avançava, foram sendo revelados dezenas de generais do alto escalão, além de centenas de oficiais graduados.

O fato dos “comunistas” chineses, sob a égide inicial de Deng Xiaoping, terem aceitado receber investimentos de centenas de bilhões de dólares da Governança Global do Capital Financeiro, para desenvolver uma potente economia capitalista “controlada” com mão de ferro pelo Estado, não eliminou todas as grandes tensões internas deste processo de restauração de um Estado Operário para um regime burguês burocrático. O cenário político mundial aponta que muito em breve teremos novas tentativas de golpe na China, veremos se o poderoso proletariado entrará como protagonista de uma genuína revolução socialista.