O comandante da organização guerrilheira colombiana, ELN, Antonio García, afirmou na última quinta-feira seu apoio à proposta de unificar os batalhões guerrilheiros do país para combater a ofensiva militar dos Estados Unidos, após as ameaças do fascista presidente Trump de ataques terrestres sob o pretexto de atingir narcotraficantes.
Na semana passada, Iván Mordisco, líder da principal facção dissidente das FARC e o dirigente guerrilheiro mais procurado da Colômbia, propôs uma cúpula de comandantes militares para confrontar as ameaças de Washington, em meio à turbulência na região após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças imperialistas do Pentágono.
“Se esta é uma iniciativa para defender a pátria contra o agressor estrangeiro, nós nos juntaremos à luta”, declarou García em uma troca de e-mails com a AFP. Após o sequestro de Maduro em um ataque dos EUA em 3 de janeiro, Trump declarou que não via problema em lançar uma incursão em território colombiano.
O Exército de Libertação Nacional (ELN) e a corrente de Mordisco denunciam a ação da Casa Branca como um plano dos EUA para se apropriar dos recursos naturais da Colômbia. As duas organizações juntos contam com aproximadamente 9.400 combatentes, segundo estimativas das Forças Armadas Colombianas.
Inicialmente, o presidente colombiano, Gustavo Petro, rejeitou as insinuações de Trump sobre ataques na Colômbia. Posteriormente, suavizou sua posição após um telefonema com o reacionário Republicano , que o convidou para uma reunião na Casa Branca, marcada para 3 de fevereiro.
O suposto governo “progressista colombiano afirmou que Petro e Trump se comprometeram a realizar “ações conjuntas contra o ELN na fronteira com a Venezuela”.
Questionado se estava preparado para iniciar uma guerra com os Estados Unidos, Antonio García quadro fundador do ELN, afirmou que sua organização “Faz o que precisa ser feito em cada etapa da luta”.
