Rixi Moncada, candidata presidencial do partido LIBRE em Honduras, denunciou nesta última segunda feira (01/12) fraude eleitoral nos resultados anunciados e interferência direta de Donald Trump e da CIA. As eleições gerais no país ocorreram no domingo passado, sob uma intervenção política da Casa Branca em todo processo político. Entretanto, Rixi garantiu que “As eleições não estão perdidas e que não desistirá de sua postulação”.
Moncada afirmou que “O sistema bipartidário hondurenho impôs seu esquema eleitoral por meio de fraude”. A essa situação, a candidata apoiada pelo ex-presidente Manuel Zelaya, denunciou: “A interferência imperial direta do presidente dos EUA, Donald Trump e de sua agência de golpes, a CIA”. Por sua vez, o Partido Livre não aceita os resultados, exige uma revisão das atas de apuração que não incluíram dados biométricos e convoca protestos políticos em Honduras.
Após a divulgação dos primeiros resultados “oficiais” das eleições gerais , diversas irregularidades no processo foram relatadas, reforçando as suspeitas de fraude eleitoral, como havia alertado a candidata Rixi Moncada. Marlos Ochoa, um dos membros do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de Honduras, confirmou essas manipulações fraudulentas, afirmando que os resultados fornecidos pelo sistema TREP “Carecem de certeza e consistência” e denunciando a falta de acesso público aos resultados preliminares já divulgados.
O coordenador geral do partido LIBRE, descreveu a intervenção imperialista nas eleições como “Grosseira, ameaçadora e infame”, acusando Trump de conceder um “indulto” ao ex-presidente Juan Orlando Hernández (JOH), ligado a casos de tráfico de drogas, a fim de influenciar o processo eleitoral interno de Honduras.
Rixi Moncada declarou enfaticamente que não reconhecerá a vitória de nenhum dos candidatos da “oligarquia”, que ela considera “todos iguais” por protegerem aqueles que “não pagam impostos e se apropriaram de 80% da riqueza nacional”.
A candidata do LBRE anunciou que seu partido “Exigirá uma revisão das atas de apuração e utilizará todos os recursos legais disponíveis durante o prazo de 30 dias estabelecido para a contagem final dos votos. O objetivo é garantir que “A vontade popular expressa nas urnas seja estritamente respeitada”.
