O Comando Militar dos Estados Unidos anunciaram nesta última terça-feira (31/03) que sobrevoaram o Irã pela primeira vez desde o início da guerra com bombardeiros B-52. As aeronaves têm capacidade nuclear e são consideradas a “espinha dorsal” da força de bombardeiros estratégicos norte-americanos. A facilidade do sinistro sobrevoo ianque sobre Teerã, é consequência direta do esgotamento das defesas aéreas do país persa, com seus antigos sistemas S-300 já praticamente sem munição, isso sem falar de sua frota aérea, com seus envelhecidos caças F-14 (cerca de 40) praticamente fora de combate. Sem uma reposição imediata de equipamentos militares para sua defesa, o regime nacionalista dos Aiatolás corre o alto risco de ter que firmar um “cessar-fogo” muito favorável ao sionismo.
O grau de devastação da infraestrutura civil em Teerã tem escalado bastante na última semana. Já foram destruídas as principais fábricas metalúrgicas da capital, assim como estações de geração de energia elétrica. Fotografias com geolocalização mostram uma densa coluna de fumaça preta subindo de Teerã e da capital, após um novo ataque aéreo norte-americano. Outras imagens, também capturadas com o mesmo processo, mostram chamas alaranjadas intensas perto do Monte Soffeh, na importante cidade de Isfahan, após um ataque de um bombardeiro ianque a um depósito de munições.
A Guarda Revolucionária Islâmica tem respondido a terrível ofensiva imperialista com sucessivas ondas de drones e mísseis lançadas contra as bases norte-americanas instaladas nos países subordinados ao Pentágono, além de atingir alvos no enclave sionista de Israel. Porém sua capacidade de “resposta de fogo” é bem menor do que as forças militares de Washington, ainda que com a tática do “enxame de drones” tenha infringindo baixas consideráveis ao inimigo agressor.
O trunfo econômico iraniano, de controlar as duas principais saídas marítimas do petróleo da Arábia Saudita (Ormuz e Bab al-mandeb, esta última pelos Houthis do Iêmen), tem levado o governo Trump a tentar buscar um “acordo honroso” para os EUA, em função da pressão exercida pela crise comercial internacional dos preços dos combustíveis fósseis e derivados. Entretanto mesmo sem conseguir uma “vitória acachapante” contra o regime dos Aiatolás, o Pentágono e seu cão sionista vem imprimindo pesados danos estruturais ao país persa, que levarão décadas para serem recuperados.
Mais do nunca, o Irã precisa de apoio concreto, político, militar e econômico, para derrotar o enclave terrorista, que ameaça a existência dos povos árabes, palestinos e persas na região. É absolutamente inaceitável a posição inerte dos governos da Rússia e China que assistem “de camarote” a covarde agressão militar imperialista contra um país que é membro ativo dos Brics.
