O governador do Paraná, Ratinho Júnior, filado ao PSD de Kassab, anunciou nesta segunda-feira (23/03) que não será candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. O filho do apresentador Ratinho, ambos bolsonaristas “raiz”, sabem muito bem que estas eleições já estão previamente estabelecidas para a vitória fraudulenta de Lula, independente de ter votos ou não para bater seu competidor direto, ou seja, Flávio Bolsonaro, outro filhote de ratazana da extrema direita. Todos os políticos burgueses experientes deste país, tem pleno conhecimento do resultado eleitoral que surgirá no cenário político deste ano, apesar de Lula estar bem atrás do Bolsonaro Júnior nas reais intenções de voto, o petista será proclamado reeleito, sendo obrigado a conviver com uma derrota acachapante na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Isto porque para os interesses do capital financeiro internacional a continuidade do governo burguês da Frente Ampla é fundamental, entretanto este quarto mandato de Lula a frente da gerência do Estado capitalista no país deve ser “exprimido” ao máximo por um Congresso Nacional ultra neoliberal, no sentido de dar sequência absoluta ao plano antinacional de arrocho monetário, fiscal e salarial exigido pela Governança Global do Rentismo.
É óbvio que para legitimar a farsa eleitoral montada, o consórcio da mídia corporativa deve apresentar ao povo brasileiro uma eleição disputadíssima, “cabeça a cabeça”, onde os “institutos” (risos!) de pesquisas devem alternar a liderança da disputa ao longo dos últimos meses que antecedem a eleição. Todo o fraudulento teatro montado para enaltecer a “democracia”, obviamente o regime político por excelência dos ricos e corruptos do Brasil.
Os bandidos vestais do STF e TSE, estafetas dos banqueiros mafiosos, como Vorcaro e Esteves, dirão que a urna eletrônica é “totalmente segura”, e que somente os adeptos da “teoria da conspiração” podem questionar sua “sacralidade”. Os togados corruptos também afirmarão que o “voto dos cidadãos decidirá o futuro do país nos próximos quatro anos”, essa narrativa não passa de uma grande mentira ilusória, publicitada pelas classes dominantes e desgraçadamente compartilhada até a medula pela exquerda reformista, como o PSOL, PCdoB, PCB e PSTU. Nada mudará estruturalmente em nossa nação, pela via das eleições burguesas, seja Lula ou Bolsonaro o vencedor!
O lulopetismo e o bolsonarismo são duas faces políticas distintas da mesma moeda do capital financeiro que governa o mundo. São apologistas dos mesmos valores da ordem burguesa, como a defesa do direito da propriedade privada dos meios de produção econômica da sociedade, e por isso mesmo se retroalimentam em campos parlamentares opostos, essenciais para a sobrevivência material um do outro. Um bom exemplo prático disso que afirmamos é o apego viceral ao escandaloso Fundo Partidário e Eleitoral, onde somente o PL e o PT recebem do Estado cerca de dois bilhões de Reais por ano.
O favorito Bolsonaro já foi posto fora da disputa eleitoral deste ano por uma condenação fajuta do STF, que o sentenciou a cadeia por um inexistente e fictício “golpe de Estado”. Mesmo assim, seu filho, o pamonha Flávio, consegue capitalizar o crescente ódio popular contra o governo neoliberal de Lula e seu “picolé de Xuxu”. Lula somente galvaniza votos em uma pequena bolha social da classe média abastada, muito confortável com a estabilidade social proporcionada pela política de colaboração de classes.
A grande massa do povo brasileiro, está “fudida”, sem emprego e assistência pública ou com os salários muito comprimidos, isso quando não recebe somente o “mínimo da fome”, ou seja 1.621,00 Reais. A única saída que o proletariado encontra na crise econômica é uberizar-se ou empurrar uma carrocinha de “pipoca ou espetinhos”. Enquanto tem que se lascar para conseguir sobreviver, assiste atônito cotidianamente a farra trilionária da “ilha da fantasia”, ou melhor dizendo, o convescote de Brasília.
Fica absolutamente cristalino, que nem mesmo com todo o esforço da famiglia Marinho para empurrar Lula a um quarto triunfo consecutivo, isso só poderá ocorrer sob as bases de um grande estelionato eleitoral. O establishment financeiro é o eleitor que decide as eleições presidenciais no Brasil, pelo menos desde a chamada “redemocratização”, quando do retorno das diretas em 1989. A exquerda institucional que conseguiu ficar com os restos “insignificantes” do Fundo Eleitoral e Partidário, está completamente domesticada diante deste regime democrático burguês bastardo, e agora só lhe interessa eleger algum parlamentar para que possa aumentar assim sua cota do Fundo Eleitoral.
Os Marxistas Leninistas, que sabem muito bem o que é organizar um partido revolucionário de vanguarda para conspirar pela demolição do Estado capitalista, continuam seu paciente trabalho de construção de células operárias de base, sem os holofotes da mídia corporativa, mas firmes ideologicamente na resistência das massas proletárias e dos povos oprimidos pelo imperialismo!
