HÁ QUINZE ANOS ATRÁS O IMPERIALISMO DESTRUÍA UM PAÍS, DERRUBAVA UM REGIME E ESQUARTEJAVA UMA NAÇÃO: RÚSSIA E CHINA ASSISTIRAM INERTES A LIQUIDAÇÃO CRIMINOSA DA LÍBIA

INTERNACIONAL

A criminosa intervenção militar da OTAN na Líbia, cujo 15º aniversário se celebra neste 19 de março, mergulhou o país do Norte de África no caos econômico e na anarquia social e política, dos quais não conseguiu recuperar até hoje, porque simplesmente foi “esquartejado”.

Lembremos que no começo do ano de 2011 ocorreram os primeiros movimentos do imperialismo para desestabilizar o regime nacionalista burguês comandado por Kadaffi, como parte das mal chamadas “Primavera Árabe”.

Na época caracterizamos os “protestos” em Benghazi como uma ação orquestrada pela CIA, travando com as diversas variantes dos revisionistas do trotskismo (LIT, UIT, PTS…) até o maoísmo, um debate que só fortaleceu o que vimos defendendo desde o primeiro momento no conflito, quando nos opomos a esses ventríloquos da grande mídia burguesa que saudaram as “manifestações” na Líbia como uma “revolução” e levantam histericamente o “Abaixo Kadaffi” fazendo coro com a Casa Branca e seus aliados imperialistas europeus.

Em nome do suposto combate a “ditadura Kadaffi,” o imperialismo, com o aval da China e da Rússia que se abstiveram no Conselho de Seguran da ONU, bombardeou o país e agora está dividindo seu território para melhor explorar as reservas de petróleo da Líbia.

Os dois países ficaram inertes diante da agressão no Magreb africano. Putin apenas observou a “transição democrática” conservadora operada no Oriente Médio e nas ex-repúblicas soviéticas, depois de ter vergonhosamente avalizado a agressão imperialista a Líbia na ONU.

Kafaffi acabou sendo assassinado pelas tropas da OTAN em terra travestidos de “rebeldes” auxiliados por pesados bombardeios. Foi uma operação conjunta entre os “rebeldes” mercenários e os bombardeios da OTAN, que depois de meses atacando Sirte, centro da resistência, acabaram por dominar o país, ainda que existissem de forma dispersa pequenos focos de oposição ao controle da Líbia pelos títeres do CNT.

Uma guerra civil que se iniciou no momento de sua morte e continua arruinando a economia e retrocedendo as condições de vida da população aos níveis dos países mais miseráveis da África. O desemprego, a falta de habitação e a fome castigam severamente as massas, destituídas de todas as suas conquistas sociais históricas.

O país que apresentava, até o início de 2011, o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da África, um PIB per capta superior ao brasileiro e uma taxa de crescimento de 10,64%, segundo dados do próprio FMI, encontra-se agora às voltas com uma infraestrutura liquidada.

O assassinato de Kadaffi pelas mãos da OTAN e seus “rebeldes” (ocorrido em 20 de outubro de 2011) foi sem dúvida uma vitória do imperialismo e representou uma derrota para os trabalhadores, porque anunciou o incremento da ofensiva neocolonialista sobre o país e toda a região.

Essa realidade pôs a nu, a cada dia que passa, a escandalosa posição dos revisionistas do trotskismo que venderam a investida imperialista como parte da mal chamada “Revolução Árabe”, mas não conseguiram até agora explicar porque os supostos “revolucionários”, sem apoio popular, sobrevivem apenas porque receberam suporte econômico e militar da Casa Branca, seus sócios da União Europeia e da OTAN.

Os alvos da arquirreacionária cruzada moderna posteriormente a agressão na Líbia foram particularmente no Oriente Médio: Palestina, Líbano, Síria e agora o Irã.

15 anos depois da tragédia ocorrida vemos o verdadeiro resultado da intervenção da OTAN em que a Rússia e a China ficaram inertes: a completa barbárie capitalista que assola a Líbia em 2026.