Desde que o eixo imperialista ianque-sionista atacou o Irã, a República Islâmica tem atacado bases militares norte-americanas instaladas nas ditaduras feudais do Golfo Pérsico, alegando legítima defesa. Um desses países, o Bahrein, apresentou uma resolução ao Conselho de Segurança da ONU, que foi aprovada condenando o Irã, que, curiosamente, não menciona o ataque terrorista realizado por Israel e seus aliados há poucos dias. Vergonhosamente a Rússia e a China, que possuem poder de veto, não o utilizaram para defender a nação persa.
O Conselho de Segurança adotou na última quarta-feira um projeto de resolução do Bahrein, em nome do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG – composto pelos estados árabes que fazem fronteira com o Golfo Pérsico), condenando os legítimos ataques retaliatórios do Irã com mísseis e drones contra bases militares norte-americanas na Jordânia e nos estados árabes do Golfo Pérsico, e exigindo que Teerã cesse imediatamente tais ataques aéreos.
Treze membros do Conselho de Segurança da ONU votaram a favor, enquanto os dois membros restantes, Rússia e China, se abstiveram. Desta forma, caiu por terra a falsa narrativa da exquerda reformista, corrompida pelo capital financeiro (inclusive o que movimenta o Brics), de que os governos Xi Jinping e Purin estariam dando suporte ao regime nacionalista burguês dos Aiatolás. Nem mesmo firmeza política no campo da diplomacia internacional, a Rússia e China estão demonstrando na defesa do Irã.
Para esclarecer esta questão, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, durante uma conversa telefônica com o Primeiro-ministro paquistanês Shahbaz Sharif, enfatizou que: “Apenas as bases militares de onde são lançados ataques contra o nosso território serão alvejadas, no contexto de legítima defesa”. Ao mesmo tempo em que Pezeshkian denunciou a resolução aprovada no Conselho de Segurança da ONU contra seu país: “Como uma ação criminosa para encobrir a covarde agressão estadunidense e sionista sobre o Irã”.
