Os governos da Rússia e também da China, ambos países que encabeçam os Brics, estão se limitando a meras ações diplomáticas no campo da retórica demagógica, sem partirem para medidas concretas de apoio militar ao Irã. A nação persa está sendo bombardeada pesadamente pela frota de caças norte-americanos e israelenses, necessitando de arsenal bélico de defesa antiaérea e munição para lançamento de mísseis balísticos. Entretanto as “potências militares” chinesa e russa estão acovardadas e passivas diante da ofensiva do Pentágono contra um país parceiro político e comercial. Nesta dinâmica imperial, tanto Putin como Xi Jinping são candidatos preferenciais a serem os próximos “decapitados” pela sanha trumpista.
A crônica falta de confiabilidade política da Rússia como aliada militar dos regimes anti-imperialistas confirmou-se novamente após o assassinato do Aiatolá Ali Khamenei, em meio a uma sórdida agressão conjunta dos EUA e Israel contra o Irã. A conclusão é materialista histórica, comprovada pela derrubada terrorista de Assad em dezembro de 2024 e o sequestro sinistro de Maduro já no início deste ano.
