ALIREZA ARAFI É INDICADO PROVISORIAMENTE COMO NOVO AIATOLÁ LÍDER: COM UMA HISTÓRICA TRAJETÓRIA “VACILANTE” E MODERADA FRENTE AO IMPERIALISMO

LBI

O Porta-voz do “Conselho do Discernimento” anunciou a nomeação do Aiatolá Alireza Arafi como membro legal do Conselho dos Guardiães no Conselho de Liderança. Esta indicação de Arafi corresponde que neste momento o Aiatolá assume provisoriamente as funções deixadas por Khamenei, em razão de seu martírio pelos bombardeios aéreos do imperialismo ianque sobre Teerã. Arafi já está compondo um triunvirato de poder do regime islâmico, junto com o presidente do Irã e o chefe do poder judiciário do país. Entretanto no modelo político e institucional do Irã, constituído após a revolução anti-imperialista ocorrida em 1979, cabe a figura do Aiatolá a palavra final nas decisões de Estado.

É muito provável que o veterano Aiatolá Arafi, que já tinha sido apontado por Khamenei como seu sucessor em caso de assassinato, venha a ascender ao poder de forma definitiva, por razões de sua grande influência política e militar no interior do regime nacionalista burguês iraniano.

O artigo 111 da Constituição da República Islâmica do Irã estipula que, em caso de falecimento, renúncia ou destituição do líder, a “Assembleia de Sábios” deve agir o mais rapidamente possível para nomear e apresentar um novo líder. Até então, um conselho composto pelo presidente, pelo chefe do judiciário e por um clérigo do Conselho dos Guardiães, escolhido pelo Conselho de Discernimento do Discernimento , assume temporariamente as funções de liderança.

A trajetória política e clerical do Aiatolá Arafi, aponta para um rumo programático bem mais “conciliador” e pró-ocidental do que as lideranças anteriores de Khomeini e Khamenei. Portanto não se pode descartar totalmente que Arafi tente um “acordo podre”, ao modelo venezuelano,  com o imperialismo ianque, mesmo após os criminosos bombardeios ianques e sionistas que estão atingindo a nação persa. Os Marxistas Leninistas continuam na trincheira militar ao lado do Irã, exigindo do regime nacionalista burguês o armamento geral das massas radicalizadas, única garantia real de vitória da Resistência Persa, Árabe e Palestina!