Em um artigo de opinião publicado hoje no periódico norte-americano The Hill, intitulado “Por favor, alguém ajude Trump a encontrar um meio-termo na questão do Irã”, Harlan Ullman, consultor sênior do Atlantic Council, instou o presidente dos EUA, Donald Trump, a: “pensar duas vezes antes de lançar um ataque militar contra o país persa, pois tal medida poderia ser desastrosa para os próprios Estados Unidos”. O conselheiro do Pentágono sugeriu ao governo Trump que evitasse a opção militar contra o Irã, alertando “que o país persa não é a Venezuela“.
O artigo, publicado por Harlan na mídia corporativa, referia-se ao fracasso humilhante da Operação ianque “Garra de Águia”, lançada em abril de 1980 por dezenas de comandos do Exército dos EUA para libertar a equipe da embaixada americana, conhecida como um “ninho de espiões”, que havia sido detida em novembro de 1979 na capital iraniana, Teerã, após a Revolução Islâmica (1979).
O assessor militar também lembrou a resposta decisiva do Irã à agressão israelense e norte-americana na “Guerra dos Doze Dias”, em junho de 2025, alertando que um novo conflito colocaria em sério risco todas as forças e bases militares do Pentágono no Golfo Pérsico. “Embora o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln e seus navios de escolta constituam uma força formidável, com cerca de 3.000 mísseis balísticos e uma grande frota de drones, não é inconcebível que um contra-ataque iraniano possa causar grandes danos”, afirmou Harlan.
O regime nacionalista burguês dos Aiatolás tem reiteradamente advertido que responderá com força a qualquer ação militar, por menor que seja, por parte de Washington, enquanto o chefe supremo da Guarda Revolucionária Islâmica, o Aiatolá Seyed Ali Khamenei, alertou os Estados Unidos de que “Se iniciarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional e de alcance mundial”.
