EMBAIXADOR RUSSO NA VENEZUELA, SERGUEI MELIK-BAGDASÁROV, AFIRMA: “SIM, HOUVE TRAIÇÃO! MUITAS DAS FORÇAS DE SEGURANÇA VENEZUELANAS NÃO FIZERAM O QUE PODIAM FAZER PARA IMPEDIR O SEQUESTRO DO PRESIDENTE MADURO PORQUE DE MANEIRA SISTEMÁTICA E CONSCIENTE TRABALHARAM PARA OS SERVIÇOS DE INTELIGÊNCIA NORTE-AMERICANOS”

LBI

O embaixador russo na Venezuela, Serguei Melik-Bagdasárov, afirmou (ver vídeo abaixo) que Nicolás Maduro foi traído por membros de sua própria guarda presidencial, o que foi fundamental para o “êxito” da operação montada pela CIA em 03 de janeiro, confirmando assim todas as denúncias feitas pelo Blog da LBI. Em entrevista à rede de TV russa Rossiya-24 em 26 de janeiro, o diplomata confirmou inclusive que Moscou identificou os militares venezuelanos que trabalhavam para a CIA e que facilitaram o sequestro de Maduro. O diplomata garantiu que a Rússia conhece os nomes desses traidores que teriam trabalhado para os serviços de inteligência norte-americanos. Segundo o embaixador russo, a reação insuficiente das forças de segurança venezuelanas permitiu o sucesso da operação militar do imperialismo ianque. Para ele, vários membros do aparelho estatal chavista teriam colaborado antes e durante a operação ordenada por Trump que sequestrou Maduro sem grande resistência militar.

Serguei Melik-Bagdasárov detalhou na entrevista sobre falhas de segurança em torno de Maduro, apontando ausência de ação da guarda pessoal no momento da captura e fraquezas de resposta militar. O embaixador russo declarou que a captura de Nicolás Maduro pelas forças ianques foi possível devido a “falhas internas, negligência e colaboração de autoridades venezuelanas com os serviços de inteligência dos EUA”.

Em entrevista transmitida pelo canal Rossiya-24, o diplomata afirmou que, durante a operação, “muitos agentes da segurança pessoal não fizeram tudo o que podiam”, acrescentando que “se o que vinha acontecendo aqui muito antes disso pudesse ser descrito como traição, então, naturalmente, foi”!

Ele também afirmou que Moscou “sabe os nomes” daqueles que trabalharam sistematicamente para a inteligência norte-americana” e que “fugiram da Venezuela” após a operação: “Sabemos os nomes desses traidores que fugiram da Venezuela e que trabalharam sistematicamente para a inteligência norte-americana”.

Afirmou ainda que os militares venezuelanos não quiseram (ou não utilizaram como poderiam) as defesas antiaéreas que estavam a sua disposição e poderiam ser ativas normalmente. O embaixador Sergey Melik-Bagdasarov responsabilizou, em tom diplomático, os militares venezuelanos por não contarem com suposta “capacitação suficiente”.

Um dado importante que ele revelou foi que as Forças Armadas Bolivarianas (FANB) efetuaram apenas dois disparos com baterias antiaéreas russas contra as tropas norte-americanas durante a operação de captura do presidente Nicolás Maduro, mas os ataques falharam por falta de pretensa precisão do pessoal militar venezuelano e não por terem sido “cegadas” por um suposto ataque cibernético ianque. Segundo Serguei Melik-Bagdasárov: “Além de ter uma metralhadora nas mãos, é preciso saber dispará-la”, declarou confirmando nossa denuncia que houve traição e negligência no alto-comando das Forças Armadas Bolivarianas, tanto que o General Marcano Tábata, chefe da Guarda de Honra Presidencial, foi demitido e preso como noticiamos anteriormente.

O diplomata responsabilizou os militares venezuelanos por não contarem com “capacitação suficiente” para operar os sistemas de defesa antiaérea russos Igla, que, segundo ele, ficaram inoperantes durante a operação militar dos Estados Unidos no último dia 3 de janeiro por traição, negligência ou imperícia. Melik-Bagdasarov disse ter sido informado de que “houve pelo menos dois disparos (por parte dos sistemas de defesa russos) e ambos erraram o alvo”.

O diplomata que vive em Caracas descreveu ainda um cenário de deslealdades que antecederam a operação militar concluída em 3 de janeiro, com o sequestro de Maduro e de sua companheira, Cilia Flores. “Naturalmente, muitos agentes venezuelanos não fizeram o que podiam fazer”, afirmou Melik-Bagdasarov ao comentar a atuação das forças de segurança durante a incursão montada pela CIA.

Segundo o embaixador, os problemas não se limitaram aos acontecimentos daquele dia, mas vinham se acumulando há bastante tempo. “Se o que acontecia aqui muito antes disso puder ser classificado como traição, naturalmente foi”.

O diplomata russo declarou ainda que Moscou conhece os nomes de pessoas que “trabalhavam sistematicamente para a inteligência norte-americana” e que deixaram a Venezuela após a operação: “Sabemos quem são esses traidores que fugiram da Venezuela e que atuavam de forma sistemática para a inteligência dos Estados Unidos”.

O mais revelador é que grande parte desses traidores militares não estão mais na Venezuela. Eles fugiram imediatamente após a operação dentro do próprio aparato militar ianque, confirmando a rede de infiltrados que a inteligência norte-americana tinha cultivado durante anos dentro do aparelho militar Chavista.

Segundo ele as forças de segurança venezuelanas simplesmente não agiram com deveriam diante da gravidade da situação. Os radares detectaram interferências na noite anterior, as defesas aéreas nunca foram ativadas e as retardatárias ordens de “reação” chegaram às 4:00 da manhã quando Maduro já estava sequestrado pelas tropas ianques em colaboração com os traidores venezuelanos.

Os relatos do diplomata russo confirmam plenamente as denúncias do Blog da LBI desmontando totalmente a tese da exquerda reformista sobre a “cegueira” do sistema de defesa por conta de um ataque cibernético dos EUA como o elemento central para o “êxito” da operação montada pela CIA, como sustenta por exemplo o Jornalista Breno Altman, descartando ele a alta traição na cúpula do regime chavista, o que vem se confirmando politicamente com a submissa cooperação de Delcy Rodríguez com os EUA, recebendo inclusive em Caracas o chefe da CIA e rasgados elogios do facínora Donald Trump, com a presidente interina afirmando ter relação de “respeito e cortesia” com o cachal ianque que tramou sequestro de Maduro, corrompendo e subornando militares venezuelanos!