O Jornalista Breno Altman, editor do portal Opera Mundi, nos brindou com uma live e diversos artigos onde tenta demonstrar que “No último sábado (03/01), quando os Estados Unidos atacaram a Venezuela, bombardeando seu sistema de defesa aéreo, um forte ataque cibernético havia anulado as comunicações e, com isso, a cadeia do comando militar”. Essa versão oficialista de Breno Altman sobre o sequestro de Maduro não se sustenta do ponto de vista político e, muito menos militar! Seu site afirma no texto “Sem indícios de traição” que “Com base em fontes venezuelanas, Altman negou qualquer indício de traição no alto escalão chavista ou de um ‘acordo’ consolidado para entregar Maduro às forças norte-americanas, argumentando que essa teoria conspiratória é incompatível com as dezenas de mortes registradas na ofensiva de sábado, a unidade do governo venezuelano e a postura atual de manter Maduro no cargo como presidente legítimo”. (Opera Mundi, 04/01). Pelo visto o ataque cibernético “cegou” até seus olhos que não viram “qualquer indício de traição” na alta cúpula do regime chavista e no comando das forças armadas Bolivarianas, o que a demissão e ordem de captura do General Marcano Tábata, chefe da Guarda de Honra Presidencial, torna ainda mais evidente como denunciou em “primeira mão” o Blog da LBI.
Em inúmeros artigos demonstramos que a “versão” de Altman está a serviço de defender incondicionalmente o regime nacionalista burguês chavista (que ele apresenta como “socialista”) das justas críticas da esquerda revolucionária, sequer apontado os subornos e corrupção no seu interior e da alta-cúpula das Força Armadas Bolivarianas que entregaram Maduro para a “Força Delta” na operação orquestrada pela CIA sem que houvesse praticamente nenhuma resistência militar por terra e ar.
Como o Blog da LBI denunciou, colocando por terra as afirmações de Altman, o general traidor foi diretamente ligado ao sequestro por ter desativado os protocolos de defesa aérea (radares) em Forte Tiuna durante a madrugada de sábado, o que era sua responsabilidade confirmando plenamente o que o pontuamos desde o início sobre a inação militar das defesas e dos radares Venezuelanos. Ele também não deu ordens expressas para derrubar os helicópteros ianques com as bazucas manuais e baterias antiaéreas mecânicas que podem abater essas aeronaves pelo campo de visão humano. Ao contrário dessa ordem fundamental de defesa, ele e seu séquito vendido trataram de entregar Maduro e não deram ordem de deter os agressores.
Pela versão de Breno Altman os Helicópteros Black Hawk norte-americanos pousaram no Forte Tiuana sem grandes dificuldades e um comando da “Força Delta” sequestrou Maduro supostamente devido aos radares venezuelanos terem sido “cegados” por interferência eletrônica ianque, o tal “ataque cibernético” apresentado como elemento central para o “êxito” da operação da CIA. Esta tese fantasiosa não se sustenta simplesmente porque helicópteros (mesmo os mais avançados) são avistados visualmente pelas baterias antiaéreas em solo que não necessariamente precisam de radares para dispararem contra alvos!
Não podemos esquecer que o Forte Tiuna, localizado ao sul de Caracas, trata-se do maior complexo militar do maior do país. Construído na encosta de uma montanha, o Forte Tiuna concentra instalações militares estratégicas, áreas fortificadas e um sistema de estradas internas que circunda todo o perímetro. Mesmo que tivesse com seus sistemas de defesa aérea desativados por interferência eletrônica do Pentágono, seria impossível não identificar a chegada de helicópteros norte-americanos que voam a menos 500 metros do solo. E se estas aeronaves (helicópteros Black Hawk) conseguissem aterrissar na base militar, com no máximo 100 agentes de segurança, seriam recebidas a tiros de bazuca (podem destruir até tanques blindados) e artilharia móvel pesada por cerca de mais de 5 mil soldados albergados de plantão máximo na principal base militar venezuelana.
Breno inclusive publicou em suas redes sociais até um “filme” (em desenho animado) simulando o “ataque cibernético” que teria possibilitado o sequestro de Maduro e da primeira-dama Cilia Flores e “cegado” totalmente as defesas venezuelanas. A “animação visual” foi mais um capítulo tragicômico da fábula que montou! Diferente dessa montagem feita a gosto do roteiro oficial replicado por Breno, todos os elementos que vieram à tona apontam que a operação militar de alta-traição foi que fato levou a não haver reação militar à altura das tropas venezuelanas por terra e ar, com o não uso de suas bazucas manuais e baterias antiaéreas para derrubar os helicópteros ianque e, inclusive, com os Sukhoi terem permanecidos estacionados em terra, havendo pôr fim a entrega de Maduro para as garras imperialistas de forma tão rápida e sem causar baixas aos agressores ianques.
Um elemento central a desmistificar é que houve uma operação militar de grande porte efetivamente desferida contra o território venezuelano que forçou a capitulação do regime chavista. Não houve um bombardeio em massa fulminante em Caracas e nenhuma cidade do país! Apesar do enorme deslocamento militar ianque por ar (150 aeronaves) e mar (Destroieres e porta-aviões), esse contingente praticamente não foi ativado de fato, sequer havendo o lançamento massivo de bombas e mísseis.
Os bombardeios ianques foram pontuais, tanto que as baixas entre militares e civis venezuelanos em solo somam 100 pessoas ao total em todo país pelos dados oficiais do governo interino chavista. Nesse cômpito estão incluídos os 32 agentes cubanos e os 23 militares venezuelanos assassinados no Forte Tuina, que tudo leva a crer mortos pelos próprios militares subornados pela CIA.
Como se vê um número de baixas relativamente diminutas se comparado as ações bélicas imperialistas, como ocorreu por exemplo na antiga Iugoslávia, com Belgrado em 1999 sendo alvo de bombardeios intensos pelos caças de OTAN, um ataque devastador que destruiu pontes, instalações militares e prédios civis, deixando milhares de mortos (pelo menos 3 mil pessoas) e acabou por forçar posteriormente Milosevick a se entregar, impondo sua capitulação.
Como vemos pela quase inexistente destruição de prédios e instalações militares venezuelanos (até agora um hospital, avarias na base militar de Carlota sem destruição de nenhum Sukhoi e algumas residências danificadas), não foi a “dimensão” do ataque ianque que “obrigou” o governo atual a fazer enormes concessões a Trump para entregar o petróleo como começam a balbuciar os apoiadores políticos incondicionais do regime chavista como Breno Altman.
Nesse sentido, é preciso desmistificar o argumento oficialista que o ataque ianque foi o elemento central que forçou a capitulação do regime chavista em curso pelas mãos de Delcy. O sequestro “cirúrgico” de Maduro poderia ter desencadeado uma ação militar venezuelana de auto-defesa e a ruptura das relações comerciais com os EUA mas o que se viu foi o contrário, elas estão sendo incrementadas dando o governo interino uma “super” dimensão ao ataque ianque para justiçar a capitulação vergonhosa da atual cúpula chavista. O que ocorreu de fato foi que diante da ameaça do ataque dos EUA entregaram Maduro e agora o petróleo sem uma resistência à altura da chantagem!
A operação militar montada pela CIA que contou com a alta-traição de membros do regime chavista, sequestrou Maduro e eliminou fundamentalmente os militares (cubanos e venezuelanos) que resistiram a covarde entrega do presidente a “Força Delta” pelos traidores sob o comando do General corrupto Marcano Tábata sem grande dispêndio efetivo de forças ianques em solo e do lançamento de bombas por ar, muito menos misseis de cruzeiro subsônicos Tomahawk de longo alcance e alta precisão que poderiam ter sido lançados principalmente de navios que estavam próximos a costa venezuelana em águas marítimas do Caribe.
Fica evidente para qualquer cidadão que tenha mínimas noções de segurança militar, que Trump conseguiu seu grande triunfo político ao sequestrar o “número 1” do regime Chavista, por conta da “colaboração” de altos comandantes militares venezuelanos, corrompidos pelo poder do capital financeiro.
Como afirmou Cesar Benjamin, que não pode ser acusado de ter qualquer simpatia pela LBI: “Qualquer pessoa com experiência militar percebe que o êxito da operação norte-americana para sequestrar o presidente da Venezuela não se deve, principalmente, às chamadas forças especiais, mas à CIA. Nenhum dos 40 seguranças de Maduro foi ferido, todos foram mortos. E não se fala em baixas americanas. Nenhuma ação de fora para dentro tem esse grau de eficiência. Este não é o padrão de um enfrentamento, mas de uma execução. Se a segurança não combateu é porque foi pega completamente de surpresa. Isso só pode ter acontecido porque eles foram atacados de dentro, por um grupo em quem confiavam e que os traiu. O trabalho anterior de infiltração, suborno e cooptação, feito pela CIA, foi decisivo. Os americanos nunca vão admitir isso, seja para proteger as ações de espionagem da CIA, seja para destacar a excelência de suas forças especiais”. (Postagem Facebook, 07/01)
Seguindo a mesma linha, o “Comandante Farinazo”, ex-oficial da marinha do Blog Arte da Guerra, especialista em táticas de guerras (inclusive já foi entrevistado do Breno), declarou que mesmo com o ataque cibernético e sem radares operantes as forças de defesa tinham condições de disparar mísseis e bazucas, principalmente por helicópteros norte-americanos voarem tão baixo em Caracas, a cerca de 30 metros de altura!
A cena da “Operação Rambo” descrita pelas autoridades do governo venezuelano e jornalistas “simpáticos” ao regime nacionalista burguês Chavista, como Breno, não corresponde à verdade dos fatos. Os generais que comandavam o Forte Tiuana, assim como os militares de sua segurança pessoal corrompidos, que não estavam “cegos” como os radares, entregaram Maduro nas mãos da CIA e, muito provavelmente, evacuaram o presidente do país em um avião das próprias forças armadas bolivarianas, para que não sofressem interceptação dos modernos caças Sukhoi-30 até a chegada ao litoral, onde já estavam estacionadas embarcações ianques.
Até com um RPG (popularmente conhecida como “bazuca” moderna), um lançador de Granadas Propelidas por Foguetes via acionamento mecânico e visual, arma de ombro que as forças armadas bolivarianas possuem em boa quantidade, derruba facilmente um helicóptero que voa em baixa altitude com supostamente ocorreu no ataque ao Forte Tuina em Caracas. Alertamos que a guerra eletrônica ou o ataque cibernético alegadas por Breno não paralisa uma bala de fuzil, muito menos uma rajada de AK-103! Esse é o motivo porque Israel não usa helicópteros em Gaza, serão abatidos ou alvejados com morteiros, bazucas e fuzis pela heroíca resistência palestina em solo!
Fica mais que evidente que nenhuma força adentraria na maior fortaleza militar da Venezuela até o quarto do presidente, mataria seus seguranças e sequestrariam o presidente e esposa sem cooperação interna. Os radares podem ter ficado “cegos” mas os olhos e ouvidos das forças de defesa não foram anulados, tanto que os todos os agentes cubanos que de fato saíram em defesa de Maduro foram abatidos pelos militares traidores como apontam as evidências.
Essa operação militar de alta-traição é que fato levou a não haver reação militar à altura das tropas venezuelanas por terra e ar, com o não uso de suas bazucas manuais e baterias antiaéreas para derrubar os helicópteros ianque e, inclusive, com os Sukhoi terem permanecidos estacionados em terra, havendo pôr fim a entrega de Maduro para as garras imperialistas de forma tão rápida e sem causar baixas aos agressores ianques.
Breno Altman repete até exaustão a narrativa oficial da cúpula do governo venezuelano, de Delcy Rodriguez e da Telesur mas a tese de responsabilizar completamente o ataque cibernético como elemento central da operação da CIA não se sustenta. Se os EUA tivessem essa tecnologia, ela seria utilizada anteriormente pela Ucrânia pela OTAN contra as tropas russas mas não há tecnologia que “tampe” os olhos humanos há não ser que estejam subornados e corrompidos.
A traição negada por Breno da alta cúpula do regime chavista explica porque nenhum dos Sukhois levantou voo, nenhum projétil da defesa antiaérea foi lançado, nenhum dos helicópteros norte-americanos foi abatido. Maduro foi retirado da Venezuela praticamente sem nenhuma resistência. O que nos leva a denunciar que membros da alta-cúpula do Forças Armadas Bolivarianas entregaram a cabeça de Maduro.
Como apontamos em nossos artigos, a questão que está na cabeça de todos os ativistas de esquerda no mundo inteiro (menos na de Breno Altman!) é a seguinte: Quem desde a cúpula do regime Chavista “cooperou” com a Casa Branca para entregar a cabeça de Maduro em uma “bandeja de ouro” além do general chefe da guarda presidencial? Desgraçadamente neste momento as maiores suspeitas fundamentadas recaem nos ombros do entorno de Delcy Rodriguez, que até pouco tempo atrás era considerada uma liderança bem mais à esquerda que o próprio Maduro mas agora está cooperando abertamente com Trump com acordos comerciais e políticos vassalos. Se alguém ainda tinha dúvidas sobre o papel que a presidenta interina está jogando para descaracterizar totalmente o Chavismo como uma corrente política nacionalista burguesa, estas “dúvidas” acabaram se revelando a verdade crua e nua dos fatos nos últimos dias!
Desde a LBI defendemos que é necessário manter-se nas ruas exigindo a liberdade de Maduro e romper todas as relações comerciais, econômicas e diplomáticas com os EUA, reforçando a resistência operária e popular, ou seja, fazendo o caminho inverso da atual cúpula do regime chavista que Breno Altman tanto busca preservar.
Ao desmontar a versão oficialista replicada por Breno Altman, já completamente desmoralizada, é preciso defender amplamente a agitar a tarefa junto as massas venezulanas e a nível mundial que a própria base da militância Chavista (militar e civil) assuma o controle da nação e proceda rigorosamente esta apuração dos fatos gravíssimos, convocando um Tribunal Popular para punir os traidores!
