Milhares de venezuelanos saíram às ruas de Caracas nesta terça (06/01) para exigir a liberdade para o presidente Nicolás Maduro, e para sua esposa Cilia Flores, ambos sequestrados pelas tropas imperialistas de Trump e levados para um presídio em Nova Iorque, onde foram submetidos ao início de uma grande farsa judicial. Nesta manifestação o Ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou categoricamente que: “Os Estados Unidos estão violando todas as leis internacionais com o ataque à Venezuela. O imperialismo tem um prisioneiro de guerra”. A mobilização multitudinária foi organizada por uma entidade de mulheres, exigindo a libertação da “Primeira Combatente”, Cilia Flores (brutalmente espancada pelos agentes da CIA), e de Nicolás Maduro, sob o lema “Duvidar é traição!”.
A esquerda revisionista, em particular os grupos políticos Morenistas, passaram a veicular em suas mídias jornalísticas e redes sociais que o sequestro ilegal do presidente Maduro pelas forças do Pentágono, não passaria de um “grande teatro armado” para enganar os venezuelanos e solidificar a suposta “ditadura Chavista”.
Ao invés de impulsionar a radicalidade anti-imperialista das massas para identificar e “eliminar” os traidores no seio do regime nacionalista burguês que entregaram Maduro para os EUA, as correntes Morenistas incentivam a inação do proletariado, afirmando que: “Maduro e Trump são farinha do mesmo saco”.
Enquanto não se esclarece politicamente o cenário exato do sequestro de Maduro e Cilia, é fundamental manter a mobilização das massas venezuelanas e a prontidão das milícias armadas Bolivarianas, até mesmo porque não se pode descartar um novo ataque militar do imperialismo. Ao mesmo tempo é necessário organizar uma apuração independente dos gravíssimos fatos ocorridos, através da instauração de um Tribunal Popular, sob pena da completa desmoralização social e política do governo encabeçado pelo PSUV.
